Thu 22 Nov 2007
TEORIA, PRATICA DE BANCADA E DICAS DE CONSERTO
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MONITORES UM POUCO DE TEORIA…
PRÁTICA DE BANCADA E DICAS DE CONSERTO…
A intenção deste texto não é solucionar todos
os problemas que o técnico encontra no dia a dia no conserto de monitores,
mas sim de apresentar um resumo básico de um diagrama de blocos, explicando
a função de cada um e sugerindo qual defeito aquele bloco pode
causar. Antes porém uma breve introdução sobre deflexão
eletromagnética e sobre o princípio de cinescópios ou
tubos.Também estaremos falando de alguns estágios mais profundamente,
pois são os que consideramos mas sujeitos a defeitos. Embora os componentes
estudados possam ser diferentes e os circuitos apresentados sejam mais simples
o conceito continua o mesmo, sendo assim veremos como funciona a deflexão
eletromagnética, a exploração horizontal, a exploração
vertical, o amplificador de vídeo ou RGB e a fonte de alimentação.
Falaremos também de como testar alguns componentes e daremos algumas
dicas. Alertaremos você leitor e técnico a ir montando um suprimento
de CIS, diodos, capacitores e transistores usados em monitores, isto para agilizar
o seu trabalho.
É importante frisar que para um conserto mais rápido e eficiente é muito útil
o uso de um gerador de padrões para monitores. Existem alguns a venda,
adquira um.
EXEMPLO DE UM DIAGRAMA DE BLOCOS DE UM MONITOR
O sinal entra no monitor, através do cabo, e é separado o vídeo
do sincronismo. Enquanto que o vídeo e pré-amplificado depois
será amplificado e aplicado no tubo sob a forma de três sinais
diferentes, chamados de RGB, o sincronismo é direcionado para um IC
que tem a função de tanto distribuí-lo para a parte do
On Screen, como para o processamento horizontal e vertical, que fará com
que o monitor responda a diferentes resoluções, o que corresponde
a dizer a diferentes freqüências horizontais e verticais. O sincronismo
vertical irá controlar o oscilador vertical e depois será aplicado
na bobina defletora ou Yoke (e nome antigo), o sincronismo horizontal comandará o
oscilador horizontal e este oscilador terá o seu sinal amplificado e
será aplicado nas bobinas de deflexão horizontal, ao mesmo tempo é criada
a alta tensão pelo flyback que será aplicada no segundo anodo
do tubo. O flyback também é responsável por gerar algumas
outras tensões para alimentar o circuito e por gerar, através
de um divisor resistivo preso mecanicamente a ele, a tensão de foco
e a tensão de screen. A tensão de foco possui um valor próximo
a 1/5 da tensão do segundo anodo ou chupeta, sendo assim esta tensão
de foco tem um valor próximo a 5.000 volts. A tensão de screen é mais
baixa (a tensão de screen também poderia ser chamada de G2).
O controle de brilho, normalmente participa de um circuito comum, ao controle
de G1. G1 é uma tensão que controla o apagamento dos feixes de
elétrons durante o período de retraço. Normalmente também
há um controle automático de brilho ou contraste neste mesmo
setor. A corrente do transistor de saída horizontal é monitorada
de forma a não passar de determinados limites e gerar uma alta tensão
(lembre-se que a saída horizontal controla a corrente que passa pelo
flyback, que é um transformador sintonizado e um aumento na corrente
sem aumento de consumo de corrente no secundário causaria uma alta tensão
superior a 25KV e a uma alta emissão de Raios – X) acima de valores
permitidos. O microcontrolador ou processador, em monitores modernos, geralmente
trabalha conversando com uma memória E2PROM ou EEPROM, utilizando um
protocolo da Philips chamado de I2C (Philips e I2C são marcas registradas).
Em monitores, normalmente existem circuitos controles e ajustes para trabalhar
com a altura, largura, posicionamento, efeito almofada, etc. Em monitores comuns
isto é feito por potenciômetros e trimpots, em monitores, chamados
de digitais, estes controles todos são feitos pelo micro controlador
ou por um IC específico. que trabalha em conjunto com o micro controlador
e com os pulsos de sincronismo horizontal e vertical.
A entrada de AC possui um filtro formado por indutores e capacitores visando
enviar o mínimo de ruído para a rede e em alguns monitores mais
modernos e caros até o fator de potência e controlado, para evitar
perda desnecessária de energia. Logo após a entrada vem o DEGAUSS,
nada mais que um PTC ou Varistor em série com uma bobina que fica enrolada
em volta do tubo, sua função e desmagnetizar o tubo toda vez
que o monitor é ligado. Desmagnetizar quer dizer tirar manchas nas imagens
provenientes de campos eletromagnéticos externos, como imãs,
por exemplo. A fonte é composta de uma ponte retificadora e um capacitor
de valores entre 220uF a 560 uF (podem existir outros valores) e tensão
de isolação entre 385 a 500Vcc. Eles precisam ter esta tensão
de isolação, pois estas fontes funcionam com tensões entre
90 a 240 volts, geralmente, e se você ver o valor de pico que pode chegar
240 volts verá a necessidade disto ( VP = Vrms / 0,707 = 240 / 0,707
= 340 volts. Com um capacitor deste, mesmo no pior caso ele está a salvo.
Se ligada em 127 volts sobre o capacitor sempre ficará uma tensão
de aproximadamente 180 Vcc (varia entre 160 a 180 volts depende da rede de
AC). Depois de retificada e filtrada a tensão da rede é aplicada
no coletor de um transistor bipolar, ou no source de um Mosfet de potencia,
através do enrolamento primário do trafo de núcleo de
ferrite da fonte. Esta tensão também é aplicada sobre
um divisor resistivo (esta é uma das formas de se partir uma fonte)
e um valor menor é aplicado no IC ou circuito responsável pela
modulação PWM do transistor chaveador. Se for um transistor bipolar
uma onda quadrada será aplicada a sua base e se for um PowerMosfets
ou mosfet de potencia, será aplicada ao seu gate. A tensão de
saída será monitorada através de um enrolamento isolado
do trafo ou de um foto acoplador e um regulador shunt (normalmente o TL431).
Qualquer variação será percebida e fará o transistor
chaveador conduzir mais ou menos, de acordo com a modulação por
largura de pulso (PWM) deixando sempre correta a tensão na saída
da fonte.
PROBLEMAS MAIS COMUNS
Cores ou imagem alteradas:
Cabo quebrado – monitor não liga, falta uma das cores ou monitor
liga, mas não aparece imagem.
CI de RGB – pode queimar e aí não aparecerá nada
na tela, falta de uma das cores, falta de algumas cores.
Imagem arrastando – cabo de vídeo com a malha quebrada ou cabo
de má qualidade, experimente trocar o cabo ou colocar um ferrite no
cabo. Falta da tampa sobre a placa do soquete do tubo.
Imagem fora de foco – tubo fraco ou, geralmente problemas no flyback.
Imagem com linhas de retraço – problemas nos circuitos de brilho,
G1 e screen. Muitas vezes o culpado é o flyback, teste-o girando o ajuste
de screen e veja se não há mau contato. Outro teste e verificar
se a imagem fica assim ou fora de foco depois de algum tempo do monitor ligado,
se isto acontecer troque o flyback.
Sem imagem, mas o monitor está ligando – tenha certeza disto
aumentando um pouco o screen e vendo se a tela começa a clarear se sim,
verifique o cabo de ligação (já peguei cabos onde os fios
do RGB estavam partidos e os do sinc não, daí o monitor ligava,
mas não aparecia nada), verifique também transistores, CI oi
CIs do RGB.
Monitor não liga:
Capacitor de filtro da parte hot da fonte – se ele estiver aberto ou
com pouca capacitância isto poderá acontecer ou mesmo o monitor
ficar intermitente, ora liga ora não liga.
Ponte retificadora – verifique com um ohmímetro e com o monitor
desligado e o capacitor de filtro descarregado. Para descarregá-lo use
um resistor de valor baixo e coloque em curto os seus terminais, mas cuidado
do choques.
CI chaveador – se for o 3842 ou 3844 há uma grande chance dele
estar queimado, principalmente se o transistor chaveador também estiver.
Se for um CI que chaveia a tensão e faz todo o controle, como os da
série STR, STK, etc, verifique tudo antes de trocá-lo.
Chave liga/desliga – Veja se não está oxidada, principalmente
em monitores mais velhos. Caso ela esteja boa, mas não pare na posição
de ligado coloque umas gotas de óleo de máquina em seu mecanismo.
Transistor chaveador – se estiver queimado (aberto ou em curto, nada
feito) teste-o, mas primeiro identifique se é bipolar, mosfet, etc e
tal.
Como reconhece-los na hora do aperto???
Pelo código.
Se começarem com BUT, C, 2SC, BU, são bipolares como um BC548.
Se
começarem com: IRF, IRFP, K, 2SK, STP, são transistores Mosfets
de potência. Como testa-los, veja abaixo e use como referencia para outros
FETS:

Se for bipolar teste como um transistor comum, mas fique atento a diodos e
resistores que ele pode ter internamente. Se possível compare com um
bom.
Se começarem com BUK, PHP, BUP são IGBTS e eu aconselho você a
compará-los com um bom. Mas eu nunca vi um monitor usar um IGBT (são
mais usados em inversores de freqüência, etc e tal).
Ajustes de largura, altura, posição, etc, não
atuam ou imagem deformada:
Potenciômetros e trimpots – muitas vezes são responsáveis
por estes defeitos. Se o monitor for digital verifique soldas frias no micro
controlador, no CI responsável por estes ajustes (normalmente indicado
como processador de horizontal e vertical).
Bobinas defletoras – raríssima vez vi uma apresentar defeito,
mas se for a última alternativa… Tente usar uma boa e emprestada.
Se você nunca trocou uma defletora preste muita atenção
e marque a posição de tudo o que estive no tubo, mesmo assim
você precisará, eventualmente fazer o ajuste de pureza e convergência.
IC responsável pelo processamento horizontal e vertical (exemplo o
TDA9109) – caso este CI apresente defeito o problema citado acima acontecerá.
Mas é raro este componente “pifar”.
Outros exemplos de CIS que podem apresentar este defeito são: KSS88C6232N
que é um micro controlador usado em monitores samsung e o STV7779 que
faz o comando de vertical e horizontal, mas é raro estes Cis darem defeito
e provavelmente o defeito em algum deles impedirá o monitor de funcionar,
mas vale testar se for necessário.
Um outro exemplo é o CI TDA4858 que é um processador de sincronismo
e convergência – verifique as suas tensões e os componentes
associados a ele. Este CI é usado em monitores LG.
Capacitores de poliéster ligados entre o transistor de saída
horizontal e a defletora – principalmente se o defeito for excesso ou
pouca largura.
Tensões da fonte alteradas – sempre é bom verificar estas
tensões, e componentes associados a elas, caso encontre algum eletrolítico
ruim troque por um idêntico de 105º C. Os capacitores usados na
filtragem da saída de fonte chaveada tem um baixo ESL e uma baixa ESR,
traduzindo, tem baixíssima indutância e resistência interna
e isto é muito bom quando se vai filtrar freqüências altas.
Uma característica deles e de serem para 105º Centígrados.
Portanto se acha-los para comprar aproveite.
O ideal para testar um capacitor é um capacímetro, mas se não
tiver um use um multímetro na escala de resistência e compare
com um bom, veja abaixo como medir:
Antes de começarmos a falar sobre o teste de capacitores é importante
lembrar que quanto menor o valor do capacitor maior deve ser a escala de medição
de resistência usada e quanto maior o valor do capacitor menor poderá ser
a escala utilizada.
Outra consideração importante é que o capacitor deve
ser descarregado antes do teste, bem como após cada teste. Isto deve
ser feito para que o teste seja correto além de evitar danos ao multímetro.
Para descarregar um capacitor é só colocar os seus dois terminais
em curto através de uma chave de fenda ou um alicate de bico, para isto
ele deve estar desconectado de qualquer circuito eletrônico. Observação:
dependendo do uso e do valor do capacitor este pode estar com muita carga e
ao colocar seus terminais em curto poderão ocorrer faíscas e
um estalo. Caso o capacitor a ser medido seja para uso com uma tensão
alta e possua um valor na ordem de microfarads (uF) pode ser necessário
descarregá-lo através de um resistor de baixo valor (aproximadamente
100 Ohms) e só depois os seus terminais devem ser colocados em curto.
Cuidado para não levar choque ao fazer isto, use ferramentas com cabo
isolado para manusear o resistor e para colocar o capacitor em curto.
Por esta introdução já podemos perceber que devemos utilizar
a escala de medição de resistência ou Ohms para a medição
e teste de capacitores.
Antes de testarmos um capacitor vamos nos lembrar um pouco do funcionamento
de um capacitor. Como sabemos um capacitor impede a circulação
de corrente contínua e para corrente alternada ele oferecerá certa
dificuldade. Esta dificuldade é chamada de reatância capacitiva
(XC), e dependerá do valor do capacitor e do valor da freqüência.
Ao aplicarmos uma tensão contínua sobre um capacitor ele se
carregará com o valor desta tensão, para que isto aconteça
uma corrente surgirá entre a fonte de tensão contínua
e as armaduras do capacitor. Depois que ele estiver carregado esta corrente
cessará.
Mas você não disse que o capacitor não conduz corrente
contínua?
Realmente ele não conduz, mas quando aplicamos sobre ele uma tensão
continua a tendência é que aconteça uma movimentação
de cargas para as suas armaduras de forma que a armadura que está ligada
no positivo tenha a mesma quantidade de carga da armadura que esta ligada no
negativo, e vice-versa. Estas cargas terão valores opostos (em uma armadura
serão positivas e na outra negativas) estabelecido este equilíbrio
cessa a corrente. Quanto isto acontece o capacitor se carrega.
Podemos dizer que quanto maior o valor do capacitor maior será o tempo
necessário para ele se carregar e/ou maior será a corrente para
ele se carregar.
É bom lembrar que, na escala para medição de resistência,
um multímetro apresenta em suas pontas de prova uma tensão (é para
isto que ele usa pilhas ou baterias) e é através desta tensão
que iremos testar os capacitores, vendo a sua carga através da movimentação
do ponteiro do galvanômetro. Também é bom relembrar que
quase todos os multímetros analógicos invertem a polaridade das
suas pontas quando estão nas escalas de resistência. A ponta vermelha
passa a ser negativa e a preta positiva. Devemos ficar atento a isto ao se
medir capacitores polarizados, como os eletrolíticos, por exemplo. Nestes
casos devemos ligar a ponta positiva com o terminal positivo do capacitor.
Também é bom relembrar que a escala de resistência apresenta
um símbolo, que representa o infinito, de um lado e o zero do outro.
Já relembrados estes conceitos vamos aos testes:
- Colocar o multímetro na escala de resistência.
- Encostar uma ponta de prova em cada terminal do capacitor.
- Observar a movimentação do ponteiro do multímetro (não
precisa marcar o valor).
- Caso o ponteiro suba e desça o capacitor estará bom, ou seja,
o ponteiro subiu, pois estava circulando uma corrente para carregar o capacitor,
terminada a carga acaba a corrente e o ponteiro volta para a posição
inicial, o infinito. Quanto maior o valor do capacitor maior será o
tempo que o ponteiro levará para subir e descer.
- Se o ponteiro subir e ficar parado em alguma posição entre
zero e
O infinito (mesmo que comece a descer e pare) o capacitor estará com
fuga, ou seja, uma corrente contínua está circulando através
dele e isto já é sinal que este capacitor não está bom.
- Se o ponteiro for direto para o zero o capacitor estará em curto.
Também não está bom. Neste caso toda a corrente fornecida
pelas pilhas do multímetro atravessará o capacitor, ele não
oferece nenhuma resistência, e por isto o ponteiro vai para o zero.
- Se o ponteiro não se mover o capacitor estará aberto, sem
capacitância, e não estará bom. Neste caso o capacitor
nem chegou a se carregar e é por isto que o ponteiro nem se moveu. Ficou
na posição indicada por infinito.
Mas eu posso utilizar qualquer escala de medição de resistência
para os testes?
Não. Dependendo do valor do capacitor deveremos utilizar escalas diferentes.
Vamos à prática:
Para medir capacitores acima de 10000 uF use a escala X1.
Para medir capacitores
entre 1000 uF a 10000 uF use as escalas X1 ou X10.
Para medir capacitores entre
100 uF a 1000 uF use as escalas X10 ou X100.
Para medir capacitores entre 10 uF
e 100 uF use as escalas X100 ou X1K.
Para medir capacitores entre 1 uF e 10 uF
use as escalas X1K ou X10K.
Para medir capacitores entre 100 nF e 1 uF use as
escalas de 1K ou 10K ou 100K.
Para medir capacitores entre 1nF e 100 nF use a
escala de 100K.
Para medir capacitores abaixo de 1 nF use a escala de 100K, mas
a leitura será difícil e, consequentemente, o teste não terá precisão.
Com este teste eu consigo saber o valor do capacitor e saber se este valor
não está alterado?
Com este teste não dá para saber o valor do capacitor, mas apenas
se ele não está aberto, com fuga ou em curto. Para saber o valor
exato é necessário o uso de um capacímetro. O que podemos
fazer é pegar um capacitor, que sabemos que está bom e seja do
mesmo valor do capacitor testado, e comparar a leitura no multímetro
deste capacitor com o capacitor a ser testado, para isto memorize as posições
em que o ponteiro para na medição de um e do outro. Se der muita
diferença entre estas posições provavelmente o capacitor
em teste terá alguma alteração.
Embora as escalas de medição de resistência de um multímetro
possam apresentar alguma diferença entre a máxima resistência
que pode ser medida, pois a máxima resistência a ser medida depende,
além do fator de multiplicação (X1, X10, etc) do fundo
de escala indicado no galvanômetro, as escalas acima servem como uma
boa referência para o teste de capacitores.
Observações:
Alguns capacitores eletrolíticos, geralmente os com alta tensão
de isolação, costumam apresentar uma certa corrente de fuga,
sendo assim pode ser que em determinadas escalas o ponteiro suba e, ao descer,
pare próximo ao infinito. Se isto acontecer diminua a escala de multiplicação
e veja se o ponteiro chega ao infinito, caso isto aconteça o capacitor
estará bom.
Todos estes testes foram desenvolvidos com o auxílio da prática
e embora possam variar um pouco de multímetro para multímetro,
sempre serviram para testar capacitores.
É interessante que ao adquirir um multímetro se escolha um que
tenha várias escalas de medição de resistência e
seja capaz de medir valores máximos de 50M ohms para cima. Para saber
qual a maior resistência que um multímetro é capaz de medir
basta ler o maior valor da escala de resistência e multiplicar pela maior
escala. Veja o exemplo:
Fundo de escala = 5K ohms
Maior escala = X10K
Maior resistência que pode ser medida = 5K x 10K = 50 M ohms.
Não encoste as mãos nas partes metálicas das pontas de
prova, nem nos terminais dos capacitores, pois isto alterará as medições
e testes.
Se você encontrar um capacitor já trocado em uma fonte chaveada,
troque-o novamente pode ser que você resolva o problema rapidamente.
Por quê? Por que normalmente os capacitores trocados são capacitores
comuns e não resistem muito tempo.
Monitor liga e desliga quase que imediatamente:
Flyback – verifique, se possível em um ambiente escuro, se o
flyback não está vazando. Caso isto aconteça, você ligará o
monitor e quando surgir a alta tensão ela vazerá pelo flyback
e a proteção desligará o monitor.
Capacitores ligados aos pinos do flyback – principalmente capacitores
cerâmicos e de alta tensão de isolação, uma pequena
marca, ou ponto escuro no corpo deles pode indicar que ele já era. Para
testá-lo é só reler as páginas anteriores.
Verifique se há cheiro de ozônio – se houver procure por
vazamentos de alta tensão, no flyback, nos cabos de alta, no ponto onde
está ligado o foco no tubo, em sujeira em volta da chupeta.
Chave L/D ou ON/OFF – já vi vários monitores apresentarem
este defeito e a responsável ser a chave. Acredite em mim.
On screen não funciona:
Verificar trilhas – verificar trilhas que ligam o gerador de on screen
com o amplificador de RGB, muitas vezes elas estão interrompidas ou
há solda fria em algum ponto desta ligação.
Verificar CI do on screen – em alguns monitores ele está na placa
que vai presa ao tubo (alguns monitores fivestar são assim), outras
vezes ele estão junto com o micro controlador na placa principal.
Verifique se não é o micro controlador que é o responsável
pelo on-screen, como exemplo, podemos citar o 66HC705807 usado no LG 520Si – ele é quem
gera o on-screen, e mostra na tela ao ajustes que estão sendo feitos,
mas como disse dificilmente ele apresentaria só este defeito, de qualquer
forma ressolde – o e verifique os componentes ligados aos seus pinos
29,30 e 31, como os transistores da saída RGB (Q331, 332, 333) responsáveis
por isto.
Pouco brilho:
Verifique as tensões da fonte e veja se estão com os valores
corretos. Desconfie dos capacitores de filtro dos secundários da fonte.
Se perceber que algum já foi trocado, troque-o novamente, pode ser que
você resolva o problema assim.
Verifique o CI amplificador do RGB e, principalmente, os componentes ligados
a ele.
Verifique os ajustes de sub-brilho e os capacitores e ajustes, caso exista,
de G1.
Pouca luminância:
Verificar CI amplificador de luminância e componentes associados. Às
vezes, um problema na screen pode ocasionar problemas parecidos com falta de
luminância, tente ajusta-la, de algumas “batidas” em seu
cursor e veja se algo acontece. Se nada acontecer, nem com o ajuste o flyback
pode ser o culpado.
Queima fusível ao ligar:
Verifique os diodos ou a ponte retificadora. Verifique o capacitor de filtro
de entrada, verifique a bobina desmagnetizadora.
Tubo manchado com cores:
Verifique a bobina desmagnetizadora, principalmente os seus contatos com a
placa do monitor. Verifique o PTC que vai ligado com ela e em alguns monitores
os resistores que fazem parte do circuito de degauss, que é este circuito.
Um barulho de fritura constante no monitor:
Verifique o PTC da bobina desmagnetizadora, muitas vezes ele apresenta mau
contato e começa a faiscar internamente. Este PTC na, grande maioria
dos monitores, tem o formato de uma caixinha preta de baquelite, se for trocá-lo
use igual ou de mesmo valor. Você também pode retirar a sua tampa
e limpar os contatos que pressionam a pastilha ou pastilhas dentro desta caixinha.
Aumente a pressão dos contatos também. Cole a tampa com alguma
cola que não seja inflamável e resista ao calor.
Verifique se o barulho não vem da tomada de AC, já vi isto acontecer
algumas vezes, principalmente na casa do cliente, daí você deverá limpar
ou trocar a tomada do cabo e a tomada da parede. Se não tiver prática
com a rede elétrica, peça a ajuda de um eletricista.
Dica: Para identificar de onde vem um barulho em um equipamento qualquer use
um pedaço de mangueira plástica e flexível, um lado dela
você coloca em sua orelha e o outro você coloca o mais próximo
possível dos componentes suspeitos, mas cuidado com a alta tensão.
A mangueira deve ser de plástico ou borracha, flexível e ter
uns 40 cm.
DEFLEXÃO ELETROMAGNÉTICA
Para que possa haver uma imagem na tela da TV, cinescópio é necessário
que o feixe de elétrons, responsável pela luminosidade presente
na mesma, percorra-a toda. A isto damos o nome de exploração.
Assim quando dizemos que a tela está sendo explorada, estamos querendo
dizer que a mesma está “brilhando”, está sendo varrida
de alto a baixo, linha após linha. Para que possa haver exploração é necessário
que haja uma deflexão de feixe de elétrons. Caso contrário,
o feixe só incidirá no centro da tela e a única causa
visível na mesma será um ponto luminoso.
Na deflexão eletromagnética é criado um campo magnético
e é, este campo, o responsável pela variação do
ponto de incidência do feixe. Quando um elétron penetra em um
campo magnético fica sujeito a uma força F que é perpendicular à direção
do movimento e ao campo magnético. Esta força é responsável
pela alteração da direção do feixe de elétrons.

O campo magnético responsável pela deflexão é criado
por um conjunto de quatro bobinas que são colocadas do lado de fora
do cinescópio. Este conjunto de bobinas é construído de
forma a “abraçar” o pescoço do tubo ou cinescópio.
Em monitores este conjunto de 4 bobinas (duas para deflexão vertical
e duas para deflexão horizontal), juntamente com o suporte das mesmas
recebe o nome de YOKE.
CINESCÓPIOS E YOKE
A finalidade desta parte do livro é apenas demonstrar algumas características
de um tubo de monitor ou TV. Embora os tubos de monitores possuam um dot pitch
ou pixel menor, o conceito de funcionamento é o mesmo.
Um tubo de imagem ou cinescópio é um tubo de raios catódicos.
Ele consiste em um invólucro de vidro com um canhão eletrônico
e uma superfície coberta de fósforo. Dentro deste invólucro
há vácuo.

Na figura acima vemos um tubo monocromático
O filamento 1 aquece o catodo 2 que, então, liberará elétrons.
Estes elétrons serão atraídos pela grade de controle 3
e, passando por ela, se dirigirão para a camada de fósforo da
tela 7, quem se encarrega de atrair elétrons para a tela é a
alta tensão aplicada numa camada condutora, a base de carbono, que encobre
as superfícies laterais do tubo 8. O nome desta camada é aquadag.
A grade 4 é chamada de grade de blindagem ou aceleradora. Ela acelera
o fixe de elétrons.
A grade 5 é a responsável pela focalização.
A alta tensão aplicada ao aquadag através do 2º anodo
ou “chupeta” 6 tem seu valor entre 9 e 15 kV para tubos monocromáticos.
A corrente de filamento para estes tubos varia geralmente entre: 300, 450
ou 600 mA.
A tensão geralmente é 6,3 ou 12 V.
Um tubo tem uma camada condutora revestindo-a pelo lado de fora. Esta camada
deve ser ligada ao terra.
O aquadag mais o vidro do tubo, mais esta camada, formam um capacitor que
filtra a alta tensão.

Se ligarmos a camada ao terra teremos o seguinte:

A capacitância oferecida por este capacitor é de cerca de 2.000
pf ou 2nf. Este capacitor pode ficar carregado por muito tempo mesmo estando
a TV desligada.
Existem tubos com diferentes ângulos de deflexão: 70, 90, 110
e 114º.
Este ângulo é relativo a variação da posição
do feixe de elétrons.
Para tubos do mesmo tamanho, teremos que, quanto maior o ângulo de
deflexão menor o comprimento do tubo:

O tamanho de um tubo é medido em polegadas e sempre na diagonal.
Se fizermos o seguinte tubo:
22VP4
O nº22 define o tratamento do tubo. A letra P mais o nº4 (P4) o
tubo de fósforo (no caso, monocromático).
Caso depois do nº. que diz o tamanho do tubo venha à letra V
esta quer dizer que as polegadas se referem às dimensões de visada
e não a diagonal do vídeo.

As bobinas defletoras (2H e 2V) que formam o yoke serão encaixadas
no pescoço do tubo e fixas através de uma presilha com um parafuso
ou borboleta.
Caso o yoke não esteja perfeitamente alinhado a imagem não
ficará alinhada.
Como é o yoke que deflexiona o feixe para que este crie a imagem se
ele for colocado torto ou de ponta cabeça.
Além da defletora também será colocada no pescoço
do tubo um conjunto de anéis que recebem o nome de imãs de centragem.
Estes anéis são mostrados em uma embalagem de plástico
e fixa por uma presilha que será apertada por um para fuso.
O giro deste anéis desloca a imagem de um lado para o outro e de cima
para baixo. Eles devem ser ajustados de forma ao centro da imagem ficar exatamente
no centro do tubo.
O ajuste de foco geralmente é feito através da ligação
ou não de um plugue em diferentes pontos de tensão (OV, 300V).
Um tubo contém vácuo em seu interior e deve ser manuseado com
cuidado, caso contrário ele poderá implodir espalhando cacos
de vidro para todos os lados.

Às vezes as imãs de centragem estão fixas no próprio
corpo de yoke.
MONITORES COM O IC LM 1203
Muitos monitores usam para processar e amplificar o sinal de vídeo
o IC LM1203. Embora este já seja um IC antigo ainda existem muito monitores
por aí usando este IC. Este IC é composto de 3 amplificadores
para vídeo e tem uma banda passante de 70 MHz. Os pinos de entrada para
os sinais que vem do micro, e irão gerar as imagens, são: 4 que
corresponde ao vermelho, 6 que corresponde ao verde e 9 que corresponde ao
azul. O nível do sinal em suas entradas geralmente é de 1 Vpp
e nas suas saídas é de 6 Vpp. Uma forma de se fazer o controle
de contraste quando se usa este IC é usando um potenciômetro entre
os pinos 13 e 12. No pino 13 teremos a tensão de Vcc que alimenta o
IC (é uma ligação interna deste IC) e ligamos nele um
lado do potenciômetro, no pino 12 ligamos o cursor do potenciômetro
(10K) e o outro lado do potenciômetro ligamos no terra. O controle de
brilho também pode ser feito através da conexão dos pinos
24, 19 e 15 no cursor de um outro potenciômetro. Um lado deste potenciômetro
deve estar ligado ao terra e o outro lado ligado através de um resistor
ao pino 13, que é o Vcc. Muitos monitores controlam o brilho atuando
diretamente sobre a polarização do tubo. Isto é conseguido
variando-se a tensão contínua na grade 1 ou grade de controle.
Nestes casos os pinos 24, 19 e 15 serão usados, independentemente, para
controlar o ganho de cada cor, através de trimpots. Os níveis
de vídeo em sua saída deverão ser amplificados por transistores
ou por um outro IC. Depois de amplificados serão aplicados aos três
catodos e devem ter um nível de 60 Vpp. O controle interno de brilho
do IC depende do pulsos que entram na entrada de clamp (pino 14). O circuito
de brilho usará como referência o período em que os pulsos
tem um nível baixo e que corresponde há uma parte do período
de apagamento horizontal.
O pino 11 fornece uma tensão de referência de 2,4 volts para
que os amplificadores possam funcionar corretamente. Algumas vezes ele está ligado
com os pinos 5, 8 e 10 através de resistores e com os pinos 4, 6 e 9
através de diodos, mas o mais comum é ele estar ligado através
de resistores de 10 K ohms com os pinos 4, 6 e 9 (que são as entradas)
e os pinos 5, 8 e 10 estarem ligados ao terra através de capacitores
de alguns uF.
Se não existir o sinal de clamp, (são pulsos e podem ser vistos
com um osciloscópio no pino 14) poderemos não ter imagem na tela.
Se uma das cores faltar na tela o problema pode ser o IC ou o componente (transistor)
ligado na saída correspondente. É comum encontrarmos soldas frias,
capacitores secos e transistores queimados nesta parte do circuito. Em alguns
monitores todos estes componentes ficam montados na placa que está conectada
com o soquete e em outro ficam na placa principal.
Caso não exista imagem no monitor, aumente um pouco o screen (o ajuste
de screen geralmente fica no flyback) e veja se a tela fica cinza claro e tem
exploração normal. Se tiver meça a tensão nos pinos
de alimentação do IC LM1203, se a alimentação estiver
correta (12 volts nos pinos 1, 13, 23, 28) troque o IC. Este IC é um
componente que muitas vezes apresenta problemas. Fique esperto na hora de comprar
um IC destes para substituição, pois existem lojas vendendo estes
e outros componentes para monitores usados. Não é que as peças
sejam defeituosas é que você deve saber o que está comprando.
Capacitores ligados aos transistores que amplificam o sinal que vem deste
IC podem apresentar problemas, caso a tela esteja um pouco escura verifique
a condição destes capacitores, principalmente os que estão
ligados com as grades de controle, grade screen e catodos. Se a imagem ficar
com detalhes com um rastro, verifique os capacitores de acoplamento (são
os capacitores pelos quais deve passar o sinal de vídeo). Se este capacitores
estiverem com a capacitância baixa teremos uma resposta em freqüência
ruim e uma má qualidade de imagem, pois os sinais de maior freqüência,
que correspondem aos detalhes, serão atenuados. Veja se a blindagem
metálica que há nesta placa está bem soldada ao terra.
Em alguns monitores só teremos uma imagem perfeita após soldarmos
as blindagens e as aterrarmos.
Os pinos 1, 2 e 3 do conector DB15 estão conectados com o LM 1203 através
de resistores e capacitores. O pino 1 é o responsável pela cor
vermelha, o pino 2 pela cor verde e o pino 3 pela cor azul. Com a mistura correta
destas três cores conseguimos todas as outras. Só por curiosidade:
os outros pinos do conector DB15 são: 13 e 14 controle para o vertical
e o horizontal e os outros pinos são conectados com o terra.
SAIDA VERTICAL
Um amplificador vertical tem características semelhantes a um amplificador
de áudio. Esta semelhança vem do fato de ambos trabalharem com
freqüências semelhantes (dentro da fixa de áudio). Apresentaremos
a seguir um amplificador antigo, mas que traz conceitos que são importantes
na hora de avaliar um defeito.
Um exemplo de amplificador de saída vertical é o circuito abaixo:

O transistor T1 recebe em sua base o sinal dente-de-serra que será amplificado
e aplicado nas bobinas defletoras. Este transistor faz o acoplamento do oscilador
vertical com o transistor de saída vertical (T2). Na configuração
em que está T1 (seguidor de emissor) ele apresentará uma alta
impedância de entrada e uma baixa impedância de saída, ligando
assim, perfeitamente a saída do oscilador (que teve uma alta impedância)
com a base de T2 (baixa impedância). O sinal no emissor de T1 terá a
mesma amplitude do sinal aplicado em sua base, ou seja, o ganho de tensão
não existe, T2 recebendo o sinal em sua base conduzirá L1 é um
indutor que serve como resistor de coletor para T2.

Não é utilizado um resistor no lugar de L1 devido a grande
dissipação de potência que existiria sobre o mesmo.
A variação da tensão na base de T2 causará uma
variação de tensão no coletor de T2, esta variação
passará através de C2 e será aplicada sobre as bobinas
defletoras verticais, movimentando assim o feixe de elétrons.
Vdr1 é varistor (componente que altera bruscamente sua resistência
quando a tensão passa um valor determinado. Ver maiores informações
no capítulo sobre amplificadores) que eliminará picos de tensão
que podem aparecer sobre L1 devido à variação de corrente
sobre o mesmo.
C1 “curto-circuita” ruídos que podem aparecer quando da
condução de Vdr1.
Tanto os picos de tensão como os ruídos podem atrapalhar ou
mesmo estragar os estágios da TV por isso é que devem ser suprimidos.
Esta supressão recebe o nome de amortecimento.
T2 é o transistor de saída vertical.
C2 faz o acoplamento com as bobinas defletoras deixando passar apenas a informação
alternada. Isto é importante por dois motivos: para que a baixa resistência
das bobinas defletoras não ponha o coletor de T2 em curto e para que
uma componente continue sobre as defletoras, criando um campo magnético
nelas, não deflexione o feixe de elétrons para uma posição
diferente da qual ele deve estar quando se iniciar o traço vertical.

![]() |
Com a deflexão correta a imagem aparece perfeitamente. |
| Com a deflexão incorreta a imagem começará de um local errado, aparecendo assim uma faixa escura que corresponde ao tempo do retraço vertical. |
É importante perceber que o que não pode acontecer é uma
deflexão errada. A presença, nas bobinas defletoras, de uma componente
continua deve ser tal que a tela seja explorada corretamente.
Se ela for necessária, ela deve existir, se não for necessária
não deve.
Hoje em dia quase todos os circuitos de saída vertical são
feitos com ICs, mas o funcionamento é o mesmo ou similar. Uma característica
de saídas com ICs é que nem sempre quando eles entram em curto
aparece um risco na horizontal da tela, muitas vezes o monitor não liga,
ou se liga não mostra nada na tela, a não ser que se aumente
o screen, daí será possível ver um risco na tela, indicando
que o vertical “pifou”.
UM EXEMPLO DE OSCILADOR E SAÍDA VERTICAL COM O TDA 1170 – UM
VELHO
O TDA 1170 é um circuito integrado que engloba as funções
do oscilador vertical e amplificador vertical.
Características Elétricas:
Valores Máximos
VS – tensão de alimentação ® 27 V
V8 – tensão de entrada de sincronismo ® ± 12V
Pico repetitivo de corrente de saída:
F= 50 Hz – t £ 10ms ® 2,5A
F= 50 Hz – t > 10ms ® 1,5A
Valores DC para trabalho
Vs – tensão de alimentação ® 10 a 27V
Corrente de consumo (para pico de dente-de-serra de saída = a 1A) ® 140mA
V4 – pico de tensão da dente-de-serra da saída (para
pico de corrente dente-de-serra igual a 1A) ® 51V.
Circuito de Teste de AC

1 – saída de rampa
2 – entrada de alimentação
3 – retorno
4 – saída
5 – amplificador de tensão
6 – regulagem de voltagem (ajuste de freqüência)
7 – ajuste
de altura
8 – entrada de sincronismo
9 – oscilador
10- entrada do amplificador
11- compensação
12- gerador de rampa
O circuito apresentado pode ser utilizado em um televisor, por exemplo. Aplicando-se
no pino 8 o pulso de sincronismo vertical (positivo ou negativo) a saída
(pino 4) apresentará uma forma de onda dente-de-serra com a mesma freqüência
dos pulsos de sincronismo.

O tempo do retorno tfly será dado pela seguinte expressão:
![]()
Onde: Ly = indutância de yoke
Vs = tensão de alimentação
Iy = pico de corrente no yoke
A corrente para alimentar o circuito será dada por:
![]()
Ela não depende de Vs mas apenas das características do yoke.
É importante relembrar que o oscilador vertical gera uma freqüência
próxima a 60 Hz e que esta freqüência será “travada” em
60 Hz pelos pulsos de sincronismo vertical. Depois esta freqüência
de 60 Hz, que possui o formato de uma dente-de-serra será amplificada
pelo amplificador V e criará uma corrente pelas bobinas defletoras verticais
(parte do yoke) e, criando um campo eletromagnético, fará a deflexão
ou exploração vertical na tela.

É interessante que ao se usar o TDA 1170 se utilize um dissipador.
Exemplo de um oscilador e saída horizontal com um antigo IC
A saída, pino2, é um coletor aberto, sendo assim é necessário
se colocar um resistor entre o pino 2 e o +Vcc. Com a colocação
deste transistor teremos ora o transistor saturado, ora em corte criando uma
onda quadrada.
A máxima tensão na saída deve ser 12 V.

Através do corte e saturação teremos uma onda quadrada,
mas se +Vcc for maior que 12v, quando o transistor cortar teremos sobre ele
uma tensão maior que a suportável pelo mesmo (12 v) e correremos
o risco de danificar o IC. Para que isto não aconteça é necessário
a utilização de um divisor de tensão resistivo ou mesmo
através de resistores e diodos.
Desta forma limitaremos a máxima tensão presente no pino 2 na
hora em que o transistor corta.
No cálculo deste divisor deve ser levado em consideração
a máxima drenada pelo pino 2, e a corrente consumida pelo estágio
seguinte.
Exemplo de cálculo:

Observando o circuito perceberemos que a máxima tensão sobre
o transistor será de 1,4V, valor este definido pelos dois diodos. Devemos
agora encontrar o valor de R de forma que este não permita uma corrente
maior que a permitida pelo pino 2 e, ao mesmo tempo, forneça corrente
suficiente para o estágio, ou componente, seguinte:
![]()
onde:
I máximo do pino 2 é = 22 mA
I do estágio seguinte = 1 mA
![]()
[usaremos, por precaução, um valor de I2 menor que o
seu máximo.

Valor comercial: 2K2
Devemos calcular também sua potência:

Potência comercial = ![]()
É interessante deixar uma margem de segurança na potência.
Por exemplo, se usar um resistor com o dobro da potência do valor encontrado.
A alteração do valor do resistor encontrado para um valor comercial
acarreta uma diferença na corrente que circula pelo mesmo. Caso se deseje
conhece-la para a verificação do funcionamento do circuito, ou
não, é necessário se repetir o processo utilizando o valor
conhecido e comercial do resistor.
TBA 950 – funcionamento dos blocos
Separador de sincronismo com supressor de ruído
Separa os pulsos de sincronismo horizontal do restante do sinal de vídeo
composto. Este estágio não necessita de nenhum componente externo
para separar os pulsos de sincronismo e filtrar os ruídos.
Integrador de Pulso de Quadro
Obtém pulsos com o período aproximado dos quadros da integração
dos vários pulsos de sincronismo.
Oscilador
Tem sua freqüência determinada por um capacitor de 10nf ligado
ao pino 13. este capacitor carrega e se descarrega periodicamente através
de duas fontes de corrente. O resistor no pino 14 define o valor da corrente
de carga e, conseqüentemente, em conjunto com o capacitor, a freqüência
de oscilação.
Comparador de Fase
Este circuito compara a forma de onda dente-de-serra do oscilador com os pulsos
de sincronismo. Desta comparação resulta uma tensão de
controle que influenciará na freqüência do oscilador. Sendo
assim, essa freqüência será fixada pelos pulsos de sincronismo
em 15750 Hz.
Controle de Fase
Este circuito compara a fase do sinal gerado no oscilador com os pulsos provenientes
do flyback. Este controle é necessário devido aos atrasos que
podem ser causados pela linha que percorre o sinal (transistores, capacitores,
etc…).
A correta fase do sinal horizontal pode ser ajustada através do potenciômetro
de 10K que está conectado no pino 11 do TBA 950. Quando o sinal horizontal
está fora de fase a imagem pode se apresentar dividida por uma barra
vertical ou mesmo com barras verticais passando de um lado para outro.

Estágio Chaveamento
este circuito compara o sinal proveniente do separador de sincronismo com
o sinal do controle de fase, ajudando assim na sincronização
da freqüência de saída.
Estágio de Saída
Fornece uma onde quadrada com a freqüência de 15750 Hz para os
estágios seguintes:
Circuito Oscilador Horizontal

No circuito mostrado o IC faz a função de CAF e oscilador horizontal.
Na saída, pino2, teremos uma onda quadrada com a freqüência
igual a 15750 Hz. Este sinal será limitado em tensão e corrente
pelo resistor R9 e pelo diodos D2 e D3. Este sinal saturará e cortará o
transistor T1, fazendo com que passe ou não uma corrente através
do primário de Tr1. esta corrente variável induzirá no
secundário uma certa tensão alternada que será amplificada
e trabalhada de forma a permitir a exploração horizontal. R10
atua como limitador de corrente para T1, impedindo assim que passe através
do mesmo uma corrente superior a suportada pelo mesmo.
R1 e D1 fazem o acoplamento do sinal proveniente do flyback com o IC. Seu
valor deve ser calculado de forma a não permitir uma tensão no
pino 10 maior que a suportada pelo mesmo.
R= V fly-back –V10
I 10
D1 impede que chegue alguma informação negativa no pino 10,
protegendo-o.
R4 é o controle de freqüência, atuando nele podemos variar
a freqüência da saída. É importante lembrar que se
a freqüência de saída estiver muito alterada em relação
ao seu valor correto (15.750 Hz), mesmo com os pulsos de sincronismo, enviados
pela emissora, não será possível ter-se uma imagem estável,
fixa, na tela.
R5 atua no ajuste da fase do sinal produzido pelo IC TBA950 em relação
aos pulsos de sincronismo.
C6 e R8 fazem o acoplamento do sinal de vídeo composto com o pino 5
do IC, de forma que este sinal chegue a entrada do bloco separador de sincronismo
com características que permitam que seja perfeito o funcionamento do
circuito.
R6 dá uma queda de potencial de forma que o IC seja alimentado por
um valor correto de tensão independente da tensão de +Vcc.

C5 atua como capacitor de filtro, eliminando assim todo ripple que pudesse
alterar o funcionamento correto do circuito.
C1 atua no bloco interno do IC que controla a fase.
C2 faz parte do bloco de chaveamento.
C3 é o capacitor que, juntamente com R3 e R4 formam a constante de
tempo para o bloco oscilador. São eles que permitem a freqüência
presente no pino 2 do IC.
C4, R2 e C atuam nos circuitos de chaveamento e comparador de fase.
R9 e C7 formam um filtro que aterrará as harmônicas da freqüência
de 15.750 Hz, impedindo assim que essas alterem o funcionamento correto do
circuito. Isto seda por causa da “deformação” que
elas causam no sinal de 15.750 Hz quando se juntam a ele.
Amplificador de Saída Horizontal e Fonte de AT (Alta Tensão)
A função destes circuitos é, a partir da freqüência
de 15.750 Hz, gerar a exploração horizontal e alimentar o 2º anodo,
ou chupeta, do cinescópio com uma alta tensão (TVs preto e branco=
9 a 15 KV e TVs a cores= 18 a 25 KV).
Além da saída para alta tensão podemos ter também
na fonte de AT, várias outras saídas com tensões mais
baixas que tem por finalidade de alimentar outros circuitos.

Na ausência de AT não teremos brilho na tela, isto se dá devido
ao fato de ser esta a tensão que atrai os elétrons liberados
pelo catodo para a tela.

No circuito apresentado os componentes Tr1, T1, R1 e C1 não terão
suas funções detalhadas devido ao fato de pertencerem os oscilador
horizontal.
No secundário de Tr1 teremos uma forma de onda que será transformada,
trabalhada, por R2 e L1 de tal maneira que faça com que o transistor
T2, que é o amplificador horizontal, possa funcionar perfeitamente,
gerando assim um sinal que permita a correta exploração horizontal.
Este transistor trabalha no corte e saturação, ou seja, durante
alguns instantes é com uma chave fechada e em outras uma chave aberta.
Sendo o flyback um indutor ocorrerá o seguinte:

Quando o transistor estiver cortado, não circulará corrente
alguma por L e toda a tensão estará aplicada sobre o coletor
e o emissor de T2.

Quando T2 saturar a corrente por ele será definida por L, não
teremos praticamente nenhuma tensão de +Vcc será aplicada sobre
L. A forma de onda, proporcionada pela corrente, no indutor será a de
uma dente-de-serra, como a que pode ser vista nos gráficos anteriores.
A corrente não pode crescer instantaneamente como VL, porque o indutor
produz uma tensão auto induzida que se opõe a variação
de IL. O período de subida de IL corresponde ao traço e o de
descida ao retraço. Desta forma podemos perceber que o traço
Corresponde ao período de condução do transistor e o
retraço ao período de corte.
Podemos perceber pelas figuras que a forma de onde de tensão na exploração
horizontal é quadrada (na prática “quase” quadrada)
e a forma de onda da corrente é dente-de-serra. Como é a corrente
a “responsável” pela deflexão, a mesma ocorrerá corretamente.
Agora vamos a uma análise mais detalhada do circuito de saída
horizontal. T2 deve ficar cortado durante um tempo maior (para melhorar a eficiência
do circuito e diminuir a potência dissipada sobre ele).
Desta forma as formas de onda sobre este estágio ficarão assim:

Podemos perceber que não temos mais uma onda dente-de-serra, pois entre
um pico de corrente e outro não há nada.
Se isto ocorrer durante este intervalo, não haverá exploração,
ou seja, o feixe ficará parado.
Poderíamos atenuar isto diminuindo o período de corte de T2,
mas sabemos que isto pode prejudicar o circuito.
O encarregado em resolver este problema será o estágio seguinte
que chamaremos e amortecedor. Ele é formado pó C2, D1, D2, C3
e C4, o seu funcionamento será o seguinte: quando T2 conduz uma corrente
circula através da bobina do flyback e cria nesta um campo magnético.

Quando T2 cortar e cessar a circulação de corrente em L, o campo
magnético irá diminuir, até sumir. As linhas de força,
ao diminuir, cortarão as espiras de L e induzirão nela uma tensão
contrária a anterior.

Campo crescendo, Corrente I com um sentido T2 conduzindo (saturado).

Campo decrescendo corrente I com outro sentido, devido à tensão
contrária.
Obs.: se a corrente em um sentido faz o campo crescer, a campo diminuindo
criará uma corrente em outro sentido. Esta corrente contrária
só poderá fluir através da bobina, caso ela esteja ligada
a terra como o indicado abaixo:

Quando T2 satura, não circula corrente por D, mas quando T2 corta a
tensão contrária que aparece em L fará com que o diodo
D conduza e circulará então uma corrente por L durante o corte
de T2. Em resumo:
T2 conduz – corrente em L com um sentido, D não conduz.
T2 corta – auto indução em L (devido a indutância
e a freqüência H), D conduz, corrente em outro sentido.

Podemos perceber que aproximadamente ¼ da tela será preenchido
pela corrente que circula por D, ou seja, o circuito amortecedor, que neste
caso é D, também é responsável pele deflexão
horizontal.
Mas D, além de fazer isto, tem uma outra função importante.
Na sua ausência ou alteração poderá ocorrer o seguinte:

Ou mesmo a queima do transistor de saída horizontal, pois a tensão
presente sobre L, quando T2 corta terá a seguinte polaridade:

Caso esta tensão seja muito grande pode ocorrer a queima de T2, pois
estaremos aplicando uma tensão reversa entre seu coletor e emissor (um
transistor NPN deve sempre ter um potencial positivo aplicado em seu coletor).
No circuito de saída horizontal – T2 é o transistor de
chaveamento D1 e D2 fazem a função de amortecimento, conduzindo
durante o retraço mais ¼ da imagem.
A presença de C3 e C4 é importante, isto porque o corte e condução
de D1 e D2 produz ruídos que poderiam atrapalhar a correta exploração
horizontal, estes capacitores, oferecendo uma baixa XC para a freqüência
destes ruídos os colocam em curto. C2 tem a função de
eliminar picos de ruídos sobre T2.
Alem disso, eles atenuam oscilações geradas por capacitâncias
espúrias em paralelo com os indutores (flyback) e defletoras).
Caso não exista C3 e C4 ou eles se alterem ocorrerá o seguinte:

1 – condução dos diodos D1 e D2.
Logo após o retraço aparecerão oscilações,
ruídos que alterarão a exploração, causando barras
verticais no espaço da tela compreendido neste tempo.

Estas linhas são brancas, pois o feixe, Devido a oscilações,
explora esta área. (mais de uma vez).
Os sintomas citados acima podem ser referentes a um amortecimento não
perfeito.
L2 junto com R3 formam um filtro na linha de alimentação para
impedir que as oscilações presentes em L passem para ela e venha
a atrapalhar outros circuitos.
D3 é um diodo retificador de alta tensão e após ele teremos
esta tensão retificada, o filtro para esta tensão será o
próprio tubo.
R4 é um resistor limitador de corrente, caso a corrente que circula
por ele passe um certo valor abrirá desconectando o circuito.
D6 retifica a tensão presente neste enrolamento do flyback, C5 filtra
esta tensão que é negativa e será enviada para algum estágio
da TV.
C12 curto circuita ruídos gerados pela condução e corte
de D6.
D5 retifica a tensão que é filtrada por C6.
C11 curto circuita os ruídos gerados pela condução e
corte de D5.
R5 e R6 tem a mesma função de D6 e D5.
C8 tem a função de C6.
C10 e C9 tem a função de C11 e C12.
L3 e C7 formam um filtro para a tensão continua retificada por D4.
C14 é um capacitor de acoplamento que faz com que os sinais alternados
presentes no coletor de T2 passem para as bobinas defletoras.
L1 e L2, a corrente nos mesmos será igual, em forma, a presente no
flyback, isto devido ao fato de ela também ser um indutor.
Também há um enrolamento para o CAG. Ele enviará um pulso
para o CAG.
A alta tensão é conseguida através de uma relação
de espiras no flyback.
FONTES COM O 3842
Para analisarmos um diagrama que utiliza circuitos integrados devemos conhecer
as funções dos circuitos integrados que dele fazem parte. É isto
que estaremos fazendo aqui, estudaremos o CI 3842 e depois aplicaremos estes
conhecimentos para analisarmos e consertamos os defeitos das TVs que utilizam
estes CIs.
O 3842 é um CI para uso específico em fontes chaveadas e bastante
difundido hoje em dia, não só em fontes de TV com de aparelhos
de fax, etc. Ele é um modulador de PWM, ou seja, ele varia a largura
de um pulso de tensão em sua saída de acordo com algumas entradas
que lhe servem de referencia para determinar a largura deste pulso. Variando
a largura deste pulso, em sua saída, ele varia o tempo de condução
do mosfet de saída e consequentemente o valor da tensão média
de saída da fonte. Todo este processo é feito tão rápido
e continuamente que a tensão se mantém com o valor correto.
Mas antes de mais teoria e análise vamos conhecer a pinagem deste CI:
Pino 1 – compensação do amplificador de erro.
Pino 2 – entrada inversora do amplificador de erro.
