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	<title>Eletronica ETK &#187; TEORIA, PRATICA DE BANCADA E DICAS DE CONSERTO</title>
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	<description>O maior portal de dicas de defeitos</description>
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		<title>TEORIA, PRATICA DE BANCADA E DICAS DE CONSERTO</title>
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		<comments>http://www.eletronicaetk.com.br/teoria-pratica-de-bancada-e-dicas-de-conserto#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 14:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eletronicaetk</dc:creator>
				<category><![CDATA[TEORIA, PRATICA DE BANCADA E DICAS DE CONSERTO]]></category>

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		<description><![CDATA[MONITORES UM POUCO DE TEORIA&#8230; PRÁTICA DE BANCADA E DICAS DE CONSERTO&#8230; A intenção deste texto não é solucionar todos os problemas que o técnico encontra no dia a dia no conserto de monitores, mas sim de apresentar um resumo básico de um diagrama de blocos, explicando a função de cada um e sugerindo qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p align="center"><strong>MONITORES UM POUCO DE TEORIA&#8230;<br />
PRÁTICA DE BANCADA E DICAS DE CONSERTO&#8230;</strong></p>
<p>A intenção deste texto não é solucionar todos<br />
  os problemas que o técnico encontra no dia a dia no conserto de monitores,<br />
  mas sim de apresentar um resumo básico de um diagrama de blocos, explicando<br />
  a função de cada um e sugerindo qual defeito aquele bloco pode<br />
  causar. Antes porém uma breve introdução sobre deflexão<br />
  eletromagnética e sobre o princípio de cinescópios ou<br />
  tubos.Também estaremos falando de alguns estágios mais profundamente,<br />
  pois são os que consideramos mas sujeitos a defeitos. Embora os componentes<br />
  estudados possam ser diferentes e os circuitos apresentados sejam mais simples<br />
  o conceito continua o mesmo, sendo assim veremos como funciona a deflexão<br />
  eletromagnética, a exploração horizontal, a exploração<br />
  vertical, o amplificador de vídeo ou RGB e a fonte de alimentação.<br />
  Falaremos também de como testar alguns componentes e daremos algumas<br />
  dicas. Alertaremos você leitor e técnico a ir montando um suprimento<br />
  de CIS, diodos, capacitores e transistores usados em monitores, isto para agilizar<br />
  o seu trabalho.</p>
<p>É importante frisar que para um conserto mais rápido e eficiente é muito útil<br />
  o uso de um gerador de padrões para monitores. Existem alguns a venda,<br />
  adquira um.</p>
<p>EXEMPLO DE UM DIAGRAMA DE BLOCOS DE UM MONITOR</p>
<p><img src="image/image001.jpg" width="629"> </p>
<p>O sinal entra no monitor, através do cabo, e é separado o vídeo<br />
  do sincronismo. Enquanto que o vídeo e pré-amplificado depois<br />
  será amplificado e aplicado no tubo sob a forma de três sinais<br />
  diferentes, chamados de RGB, o sincronismo é direcionado para um IC<br />
  que tem a função de tanto distribuí-lo para a parte do<br />
  On Screen, como para o processamento horizontal e vertical, que fará com<br />
  que o monitor responda a diferentes resoluções, o que corresponde<br />
  a dizer a diferentes freqüências horizontais e verticais. O sincronismo<br />
  vertical irá controlar o oscilador vertical e depois será aplicado<br />
  na bobina defletora ou Yoke (e nome antigo), o sincronismo horizontal comandará o<br />
  oscilador horizontal e este oscilador terá o seu sinal amplificado e<br />
  será aplicado nas bobinas de deflexão horizontal, ao mesmo tempo é criada<br />
  a alta tensão pelo flyback que será aplicada no segundo anodo<br />
  do tubo. O flyback também é responsável por gerar algumas<br />
  outras tensões para alimentar o circuito e por gerar, através<br />
  de um divisor resistivo preso mecanicamente a ele, a tensão de foco<br />
  e a tensão de screen. A tensão de foco possui um valor próximo<br />
  a 1/5 da tensão do segundo anodo ou chupeta, sendo assim esta tensão<br />
  de foco tem um valor próximo a 5.000 volts. A tensão de screen é mais<br />
  baixa (a tensão de screen também poderia ser chamada de G2).<br />
  O controle de brilho, normalmente participa de um circuito comum, ao controle<br />
  de G1. G1 é uma tensão que controla o apagamento dos feixes de<br />
  elétrons durante o período de retraço. Normalmente também<br />
  há um controle automático de brilho ou contraste neste mesmo<br />
  setor. A corrente do transistor de saída horizontal é monitorada<br />
  de forma a não passar de determinados limites e gerar uma alta tensão<br />
  (lembre-se que a saída horizontal controla a corrente que passa pelo<br />
  flyback, que é um transformador sintonizado e um aumento na corrente<br />
  sem aumento de consumo de corrente no secundário causaria uma alta tensão<br />
  superior a 25KV e a uma alta emissão de Raios &#8211; X) acima de valores<br />
  permitidos. O microcontrolador ou processador, em monitores modernos, geralmente<br />
  trabalha conversando com uma memória E2PROM ou EEPROM, utilizando um<br />
  protocolo da Philips chamado de I2C (Philips e I2C são marcas registradas).<br />
  Em monitores, normalmente existem circuitos controles e ajustes para trabalhar<br />
  com a altura, largura, posicionamento, efeito almofada, etc. Em monitores comuns<br />
  isto é feito por potenciômetros e trimpots, em monitores, chamados<br />
  de digitais, estes controles todos são feitos pelo micro controlador<br />
  ou por um IC específico. que trabalha em conjunto com o micro controlador<br />
  e com os pulsos de sincronismo horizontal e vertical.</p>
<p>A entrada de AC possui um filtro formado por indutores e capacitores visando<br />
  enviar o mínimo de ruído para a rede e em alguns monitores mais<br />
  modernos e caros até o fator de potência e controlado, para evitar<br />
  perda desnecessária de energia. Logo após a entrada vem o DEGAUSS,<br />
  nada mais que um PTC ou Varistor em série com uma bobina que fica enrolada<br />
  em volta do tubo, sua função e desmagnetizar o tubo toda vez<br />
  que o monitor é ligado. Desmagnetizar quer dizer tirar manchas nas imagens<br />
  provenientes de campos eletromagnéticos externos, como imãs,<br />
  por exemplo. A fonte é composta de uma ponte retificadora e um capacitor<br />
  de valores entre 220uF a 560 uF (podem existir outros valores) e tensão<br />
  de isolação entre 385 a 500Vcc. Eles precisam ter esta tensão<br />
  de isolação, pois estas fontes funcionam com tensões entre<br />
  90 a 240 volts, geralmente, e se você ver o valor de pico que pode chegar<br />
  240 volts verá a necessidade disto ( VP = Vrms / 0,707 = 240 / 0,707<br />
  = 340 volts. Com um capacitor deste, mesmo no pior caso ele está a salvo.<br />
  Se ligada em 127 volts sobre o capacitor sempre ficará uma tensão<br />
  de aproximadamente 180 Vcc (varia entre 160 a 180 volts depende da rede de<br />
  AC). Depois de retificada e filtrada a tensão da rede é aplicada<br />
  no coletor de um transistor bipolar, ou no source de um Mosfet de potencia,<br />
  através do enrolamento primário do trafo de núcleo de<br />
  ferrite da fonte. Esta tensão também é aplicada sobre<br />
  um divisor resistivo (esta é uma das formas de se partir uma fonte)<br />
  e um valor menor é aplicado no IC ou circuito responsável pela<br />
  modulação PWM do transistor chaveador. Se for um transistor bipolar<br />
  uma onda quadrada será aplicada a sua base e se for um PowerMosfets<br />
  ou mosfet de potencia, será aplicada ao seu gate. A tensão de<br />
  saída será monitorada através de um enrolamento isolado<br />
  do trafo ou de um foto acoplador e um regulador shunt (normalmente o TL431).<br />
  Qualquer variação será percebida e fará o transistor<br />
  chaveador conduzir mais ou menos, de acordo com a modulação por<br />
  largura de pulso (PWM) deixando sempre correta a tensão na saída<br />
  da fonte.</p>
</p>
<p align="center"><strong>PROBLEMAS MAIS COMUNS</strong></p>
<p><strong>Cores ou imagem alteradas:</strong></p>
<p>Cabo quebrado – monitor não liga, falta uma das cores ou monitor<br />
  liga, mas não aparece imagem.</p>
<p>CI de RGB – pode queimar e aí não aparecerá nada<br />
  na tela, falta de uma das cores, falta de algumas cores.</p>
<p>Imagem arrastando – cabo de vídeo com a malha quebrada ou cabo<br />
  de má qualidade, experimente trocar o cabo ou colocar um ferrite no<br />
  cabo. Falta da tampa sobre a placa do soquete do tubo.</p>
<p>Imagem fora de foco – tubo fraco ou, geralmente problemas no flyback.</p>
<p>Imagem com linhas de retraço – problemas nos circuitos de brilho,<br />
  G1 e screen. Muitas vezes o culpado é o flyback, teste-o girando o ajuste<br />
  de screen e veja se não há mau contato. Outro teste e verificar<br />
  se a imagem fica assim ou fora de foco depois de algum tempo do monitor ligado,<br />
  se isto acontecer troque o flyback.</p>
<p>Sem imagem, mas o monitor está ligando – tenha certeza disto<br />
  aumentando um pouco o screen e vendo se a tela começa a clarear se sim,<br />
  verifique o cabo de ligação (já peguei cabos onde os fios<br />
  do RGB estavam partidos e os do sinc não, daí o monitor ligava,<br />
  mas não aparecia nada), verifique também transistores, CI oi<br />
  CIs do RGB.</p>
<p><strong>Monitor não liga:</strong></p>
<p>Capacitor de filtro da parte hot da fonte – se ele estiver aberto ou<br />
  com pouca capacitância isto poderá acontecer ou mesmo o monitor<br />
  ficar intermitente, ora liga ora não liga.</p>
<p>Ponte retificadora – verifique com um ohmímetro e com o monitor<br />
  desligado e o capacitor de filtro descarregado. Para descarregá-lo use<br />
  um resistor de valor baixo e coloque em curto os seus terminais, mas cuidado<br />
  do choques.</p>
<p>CI chaveador – se for o 3842 ou 3844 há uma grande chance dele<br />
  estar queimado, principalmente se o transistor chaveador também estiver.<br />
  Se for um CI que chaveia a tensão e faz todo o controle, como os da<br />
  série STR, STK, etc, verifique tudo antes de trocá-lo.</p>
<p>Chave liga/desliga – Veja se não está oxidada, principalmente<br />
  em monitores mais velhos. Caso ela esteja boa, mas não pare na posição<br />
  de ligado coloque umas gotas de óleo de máquina em seu mecanismo.</p>
<p>Transistor chaveador – se estiver queimado (aberto ou em curto, nada<br />
  feito) teste-o, mas primeiro identifique se é bipolar, mosfet, etc e<br />
  tal.</p>
<p>Como reconhece-los na hora do aperto???</p>
<p>Pelo código.</p>
<p> Se começarem com BUT, C, 2SC, BU, são bipolares como um BC548.<br />
  Se<br />
  começarem com: IRF, IRFP, K, 2SK, STP, são transistores Mosfets<br />
  de potência. Como testa-los, veja abaixo e use como referencia para outros<br />
FETS:</p>
<p><img src="image/image003.jpg" width="839" height="565"></p>
<p>Se for bipolar teste como um transistor comum, mas fique atento a diodos e<br />
  resistores que ele pode ter internamente. Se possível compare com um<br />
  bom.</p>
<p>Se começarem com BUK, PHP, BUP são IGBTS e eu aconselho você a<br />
  compará-los com um bom. Mas eu nunca vi um monitor usar um IGBT (são<br />
  mais usados em inversores de freqüência, etc e tal).</p>
<p><strong>Ajustes de largura, altura, posição, etc, não<br />
  atuam ou imagem deformada:</strong></p>
<p>Potenciômetros e trimpots – muitas vezes são responsáveis<br />
  por estes defeitos. Se o monitor for digital verifique soldas frias no micro<br />
  controlador, no CI responsável por estes ajustes (normalmente indicado<br />
  como processador de horizontal e vertical).</p>
<p>Bobinas defletoras – raríssima vez vi uma apresentar defeito,<br />
  mas se for a última alternativa&#8230; Tente usar uma boa e emprestada.<br />
  Se você nunca trocou uma defletora preste muita atenção<br />
  e marque a posição de tudo o que estive no tubo, mesmo assim<br />
  você precisará, eventualmente fazer o ajuste de pureza e convergência.</p>
<p>IC responsável pelo processamento horizontal e vertical (exemplo o<br />
  TDA9109) – caso este CI apresente defeito o problema citado acima acontecerá.<br />
  Mas é raro este componente “pifar”.</p>
<p>Outros exemplos de CIS que podem apresentar este defeito são: KSS88C6232N<br />
  que é um micro controlador usado em monitores samsung e o STV7779 que<br />
  faz o comando de vertical e horizontal, mas é raro estes Cis darem defeito<br />
  e provavelmente o defeito em algum deles impedirá o monitor de funcionar,<br />
  mas vale testar se for necessário.</p>
<p>Um outro exemplo é o CI TDA4858 que é um processador de sincronismo<br />
  e convergência – verifique as suas tensões e os componentes<br />
  associados a ele. Este CI é usado em monitores LG.</p>
<p>Capacitores de poliéster ligados entre o transistor de saída<br />
  horizontal e a defletora – principalmente se o defeito for excesso ou<br />
  pouca largura.</p>
<p>Tensões da fonte alteradas – sempre é bom verificar estas<br />
  tensões, e componentes associados a elas, caso encontre algum eletrolítico<br />
  ruim troque por um idêntico de 105º C. Os capacitores usados na<br />
  filtragem da saída de fonte chaveada tem um baixo ESL e uma baixa ESR,<br />
  traduzindo, tem baixíssima indutância e resistência interna<br />
  e isto é muito bom quando se vai filtrar freqüências altas.<br />
  Uma característica deles e de serem para 105º Centígrados.<br />
  Portanto se acha-los para comprar aproveite.</p>
<p>O ideal para testar um capacitor é um capacímetro, mas se não<br />
  tiver um use um multímetro na escala de resistência e compare<br />
  com um bom, veja abaixo como medir:</p>
<p>Antes de começarmos a falar sobre o teste de capacitores é importante<br />
  lembrar que quanto menor o valor do capacitor maior deve ser a escala de medição<br />
  de resistência usada e quanto maior o valor do capacitor menor poderá ser<br />
  a escala utilizada.</p>
<p>Outra consideração importante é que o capacitor deve<br />
  ser descarregado antes do teste, bem como após cada teste. Isto deve<br />
  ser feito para que o teste seja correto além de evitar danos ao multímetro.<br />
  Para descarregar um capacitor é só colocar os seus dois terminais<br />
  em curto através de uma chave de fenda ou um alicate de bico, para isto<br />
  ele deve estar desconectado de qualquer circuito eletrônico. Observação:<br />
  dependendo do uso e do valor do capacitor este pode estar com muita carga e<br />
  ao colocar seus terminais em curto poderão ocorrer faíscas e<br />
  um estalo. Caso o capacitor a ser medido seja para uso com uma tensão<br />
  alta e possua um valor na ordem de microfarads (uF) pode ser necessário<br />
  descarregá-lo através de um resistor de baixo valor (aproximadamente<br />
  100 Ohms) e só depois os seus terminais devem ser colocados em curto.<br />
  Cuidado para não levar choque ao fazer isto, use ferramentas com cabo<br />
  isolado para manusear o resistor e para colocar o capacitor em curto.</p>
<p>Por esta introdução já podemos perceber que devemos utilizar<br />
  a escala de medição de resistência ou Ohms para a medição<br />
  e teste de capacitores.</p>
<p>Antes de testarmos um capacitor vamos nos lembrar um pouco do funcionamento<br />
  de um capacitor. Como sabemos um capacitor impede a circulação<br />
  de corrente contínua e para corrente alternada ele oferecerá certa<br />
  dificuldade. Esta dificuldade é chamada de reatância capacitiva<br />
  (XC), e dependerá do valor do capacitor e do valor da freqüência.</p>
<p>Ao aplicarmos uma tensão contínua sobre um capacitor ele se<br />
  carregará com o valor desta tensão, para que isto aconteça<br />
  uma corrente surgirá entre a fonte de tensão contínua<br />
  e as armaduras do capacitor. Depois que ele estiver carregado esta corrente<br />
  cessará.</p>
<p>Mas você não disse que o capacitor não conduz corrente<br />
  contínua?</p>
<p>Realmente ele não conduz, mas quando aplicamos sobre ele uma tensão<br />
  continua a tendência é que aconteça uma movimentação<br />
  de cargas para as suas armaduras de forma que a armadura que está ligada<br />
  no positivo tenha a mesma quantidade de carga da armadura que esta ligada no<br />
  negativo, e vice-versa. Estas cargas terão valores opostos (em uma armadura<br />
  serão positivas e na outra negativas) estabelecido este equilíbrio<br />
  cessa a corrente. Quanto isto acontece o capacitor se carrega.</p>
<p>Podemos dizer que quanto maior o valor do capacitor maior será o tempo<br />
  necessário para ele se carregar e/ou maior será a corrente para<br />
  ele se carregar.</p>
<p>É bom lembrar que, na escala para medição de resistência,<br />
  um multímetro apresenta em suas pontas de prova uma tensão (é para<br />
  isto que ele usa pilhas ou baterias) e é através desta tensão<br />
  que iremos testar os capacitores, vendo a sua carga através da movimentação<br />
  do ponteiro do galvanômetro. Também é bom relembrar que<br />
  quase todos os multímetros analógicos invertem a polaridade das<br />
  suas pontas quando estão nas escalas de resistência. A ponta vermelha<br />
  passa a ser negativa e a preta positiva. Devemos ficar atento a isto ao se<br />
  medir capacitores polarizados, como os eletrolíticos, por exemplo. Nestes<br />
  casos devemos ligar a ponta positiva com o terminal positivo do capacitor.<br />
  Também é bom relembrar que a escala de resistência apresenta<br />
  um símbolo, que representa o infinito, de um lado e o zero do outro.</p>
<p>Já relembrados estes conceitos vamos aos testes:</p>
<p>- Colocar o multímetro na escala de resistência.</p>
<p>- Encostar uma ponta de prova em cada terminal do capacitor.</p>
<p>- Observar a movimentação do ponteiro do multímetro (não<br />
  precisa marcar o valor).</p>
<p>- Caso o ponteiro suba e desça o capacitor estará bom, ou seja,<br />
  o ponteiro subiu, pois estava circulando uma corrente para carregar o capacitor,<br />
  terminada a carga acaba a corrente e o ponteiro volta para a posição<br />
  inicial, o infinito. Quanto maior o valor do capacitor maior será o<br />
  tempo que o ponteiro levará para subir e descer.</p>
<p>- Se o ponteiro subir e ficar parado em alguma posição entre<br />
  zero e</p>
<p> O infinito (mesmo que comece a descer e pare) o capacitor estará com<br />
  fuga, ou seja, uma corrente contínua está circulando através<br />
  dele e isto já é sinal que este capacitor não está bom.</p>
<p>- Se o ponteiro for direto para o zero o capacitor estará em curto.<br />
  Também não está bom. Neste caso toda a corrente fornecida<br />
  pelas pilhas do multímetro atravessará o capacitor, ele não<br />
  oferece nenhuma resistência, e por isto o ponteiro vai para o zero.</p>
<p>- Se o ponteiro não se mover o capacitor estará aberto, sem<br />
  capacitância, e não estará bom. Neste caso o capacitor<br />
  nem chegou a se carregar e é por isto que o ponteiro nem se moveu. Ficou<br />
  na posição indicada por infinito.</p>
<p>Mas eu posso utilizar qualquer escala de medição de resistência<br />
  para os testes?</p>
<p>Não. Dependendo do valor do capacitor deveremos utilizar escalas diferentes.</p>
<p>Vamos à prática:</p>
<p><strong>Para medir capacitores acima de 10000 uF use a escala X1.<br />
  Para medir capacitores<br />
entre 1000 uF a 10000 uF use as escalas X1 ou X10.<br />
Para medir capacitores entre<br />
100 uF a 1000 uF use as escalas X10 ou X100.<br />
Para medir capacitores entre 10 uF<br />
e 100 uF use as escalas X100 ou X1K.<br />
Para medir capacitores entre 1 uF e 10 uF<br />
use as escalas X1K ou X10K.<br />
Para medir capacitores entre 100 nF e 1 uF use as<br />
escalas de 1K ou 10K ou 100K.<br />
Para medir capacitores entre 1nF e 100 nF use a<br />
escala de 100K.<br />
Para medir capacitores abaixo de 1 nF use a escala de 100K, mas<br />
a leitura será difícil e, consequentemente, o teste não terá precisão.</strong></p>
<p>Com este teste eu consigo saber o valor do capacitor e saber se este valor<br />
  não está alterado?</p>
<p>Com este teste não dá para saber o valor do capacitor, mas apenas<br />
  se ele não está aberto, com fuga ou em curto. Para saber o valor<br />
  exato é necessário o uso de um capacímetro. O que podemos<br />
  fazer é pegar um capacitor, que sabemos que está bom e seja do<br />
  mesmo valor do capacitor testado, e comparar a leitura no multímetro<br />
  deste capacitor com o capacitor a ser testado, para isto memorize as posições<br />
  em que o ponteiro para na medição de um e do outro. Se der muita<br />
  diferença entre estas posições provavelmente o capacitor<br />
  em teste terá alguma alteração.</p>
<p>Embora as escalas de medição de resistência de um multímetro<br />
  possam apresentar alguma diferença entre a máxima resistência<br />
  que pode ser medida, pois a máxima resistência a ser medida depende,<br />
  além do fator de multiplicação (X1, X10, etc) do fundo<br />
  de escala indicado no galvanômetro, as escalas acima servem como uma<br />
  boa referência para o teste de capacitores.</p>
<p>Observações:</p>
<p>Alguns capacitores eletrolíticos, geralmente os com alta tensão<br />
  de isolação, costumam apresentar uma certa corrente de fuga,<br />
  sendo assim pode ser que em determinadas escalas o ponteiro suba e, ao descer,<br />
  pare próximo ao infinito. Se isto acontecer diminua a escala de multiplicação<br />
  e veja se o ponteiro chega ao infinito, caso isto aconteça o capacitor<br />
  estará bom.</p>
<p>Todos estes testes foram desenvolvidos com o auxílio da prática<br />
  e embora possam variar um pouco de multímetro para multímetro,<br />
  sempre serviram para testar capacitores.</p>
<p>É interessante que ao adquirir um multímetro se escolha um que<br />
  tenha várias escalas de medição de resistência e<br />
  seja capaz de medir valores máximos de 50M ohms para cima. Para saber<br />
  qual a maior resistência que um multímetro é capaz de medir<br />
  basta ler o maior valor da escala de resistência e multiplicar pela maior<br />
  escala. Veja o exemplo:</p>
<p>Fundo de escala = 5K ohms</p>
<p>Maior escala = X10K</p>
<p>Maior resistência que pode ser medida = 5K x 10K = 50 M ohms.</p>
<p>Não encoste as mãos nas partes metálicas das pontas de<br />
  prova, nem nos terminais dos capacitores, pois isto alterará as medições<br />
  e testes.</p>
<p>Se você encontrar um capacitor já trocado em uma fonte chaveada,<br />
  troque-o novamente pode ser que você resolva o problema rapidamente.<br />
  Por quê? Por que normalmente os capacitores trocados são capacitores<br />
  comuns e não resistem muito tempo.</p>
<p><strong>Monitor liga e desliga quase que imediatamente:</strong></p>
<p>Flyback – verifique, se possível em um ambiente escuro, se o<br />
  flyback não está vazando. Caso isto aconteça, você ligará o<br />
  monitor e quando surgir a alta tensão ela vazerá pelo flyback<br />
  e a proteção desligará o monitor.</p>
<p>Capacitores ligados aos pinos do flyback – principalmente capacitores<br />
  cerâmicos e de alta tensão de isolação, uma pequena<br />
  marca, ou ponto escuro no corpo deles pode indicar que ele já era. Para<br />
  testá-lo é só reler as páginas anteriores.</p>
<p>Verifique se há cheiro de ozônio – se houver procure por<br />
  vazamentos de alta tensão, no flyback, nos cabos de alta, no ponto onde<br />
  está ligado o foco no tubo, em sujeira em volta da chupeta.</p>
<p>Chave L/D ou ON/OFF – já vi vários monitores apresentarem<br />
  este defeito e a responsável ser a chave. Acredite em mim.</p>
<p><strong>On screen não funciona:</strong></p>
<p>Verificar trilhas – verificar trilhas que ligam o gerador de on screen<br />
  com o amplificador de RGB, muitas vezes elas estão interrompidas ou<br />
  há solda fria em algum ponto desta ligação.</p>
<p>Verificar CI do on screen – em alguns monitores ele está na placa<br />
  que vai presa ao tubo (alguns monitores fivestar são assim), outras<br />
  vezes ele estão junto com o micro controlador na placa principal.</p>
<p>Verifique se não é o micro controlador que é o responsável<br />
  pelo on-screen, como exemplo, podemos citar o 66HC705807 usado no LG 520Si – ele é quem<br />
  gera o on-screen, e mostra na tela ao ajustes que estão sendo feitos,<br />
  mas como disse dificilmente ele apresentaria só este defeito, de qualquer<br />
  forma ressolde – o e verifique os componentes ligados aos seus pinos<br />
  29,30 e 31, como os transistores da saída RGB (Q331, 332, 333) responsáveis<br />
  por isto.</p>
<p><strong>Pouco brilho:</strong></p>
<p>Verifique as tensões da fonte e veja se estão com os valores<br />
  corretos. Desconfie dos capacitores de filtro dos secundários da fonte.<br />
  Se perceber que algum já foi trocado, troque-o novamente, pode ser que<br />
  você resolva o problema assim.</p>
<p>Verifique o CI amplificador do RGB e, principalmente, os componentes ligados<br />
  a ele.</p>
<p>Verifique os ajustes de sub-brilho e os capacitores e ajustes, caso exista,<br />
  de G1.</p>
<p><strong>Pouca luminância:</strong></p>
<p>Verificar CI amplificador de luminância e componentes associados. Às<br />
  vezes, um problema na screen pode ocasionar problemas parecidos com falta de<br />
  luminância, tente ajusta-la, de algumas “batidas” em seu<br />
  cursor e veja se algo acontece. Se nada acontecer, nem com o ajuste o flyback<br />
  pode ser o culpado.</p>
<p><strong>Queima fusível ao ligar</strong>:</p>
<p>Verifique os diodos ou a ponte retificadora. Verifique o capacitor de filtro<br />
  de entrada, verifique a bobina desmagnetizadora.</p>
<p><strong>Tubo manchado com cores:</strong></p>
<p>Verifique a bobina desmagnetizadora, principalmente os seus contatos com a<br />
  placa do monitor. Verifique o PTC que vai ligado com ela e em alguns monitores<br />
  os resistores que fazem parte do circuito de degauss, que é este circuito.</p>
<p><strong>Um barulho de fritura constante no monitor:</strong></p>
<p>Verifique o PTC da bobina desmagnetizadora, muitas vezes ele apresenta mau<br />
  contato e começa a faiscar internamente. Este PTC na, grande maioria<br />
  dos monitores, tem o formato de uma caixinha preta de baquelite, se for trocá-lo<br />
  use igual ou de mesmo valor. Você também pode retirar a sua tampa<br />
  e limpar os contatos que pressionam a pastilha ou pastilhas dentro desta caixinha.<br />
  Aumente a pressão dos contatos também. Cole a tampa com alguma<br />
  cola que não seja inflamável e resista ao calor.</p>
<p>Verifique se o barulho não vem da tomada de AC, já vi isto acontecer<br />
  algumas vezes, principalmente na casa do cliente, daí você deverá limpar<br />
  ou trocar a tomada do cabo e a tomada da parede. Se não tiver prática<br />
  com a rede elétrica, peça a ajuda de um eletricista.</p>
<p><strong>Dica:</strong> Para identificar de onde vem um barulho em um equipamento qualquer use<br />
  um pedaço de mangueira plástica e flexível, um lado dela<br />
  você coloca em sua orelha e o outro você coloca o mais próximo<br />
  possível dos componentes suspeitos, mas cuidado com a alta tensão.<br />
  A mangueira deve ser de plástico ou borracha, flexível e ter<br />
  uns 40 cm.</p>
</p>
<p align="center"><strong>DEFLEXÃO ELETROMAGNÉTICA</strong></p>
<p> Para que possa haver uma imagem na tela da TV, cinescópio é necessário<br />
  que o feixe de elétrons, responsável pela luminosidade presente<br />
  na mesma, percorra-a toda. A isto damos o nome de exploração.<br />
  Assim quando dizemos que a tela está sendo explorada, estamos querendo<br />
  dizer que a mesma está “brilhando”, está sendo varrida<br />
  de alto a baixo, linha após linha. Para que possa haver exploração é necessário<br />
  que haja uma deflexão de feixe de elétrons. Caso contrário,<br />
  o feixe só incidirá no centro da tela e a única causa<br />
  visível na mesma será um ponto luminoso.</p>
<p>Na deflexão eletromagnética é criado um campo magnético<br />
  e é, este campo, o responsável pela variação do<br />
  ponto de incidência do feixe. Quando um elétron penetra em um<br />
  campo magnético fica sujeito a uma força F que é perpendicular à direção<br />
  do movimento e ao campo magnético. Esta força é responsável<br />
  pela alteração da direção do feixe de elétrons.</p>
<p><img src="image/image005.jpg" width="530" height="182"></p>
<p> O campo magnético responsável pela deflexão é criado<br />
  por um conjunto de quatro bobinas que são colocadas do lado de fora<br />
  do cinescópio. Este conjunto de bobinas é construído de<br />
  forma a “abraçar” o pescoço do tubo ou cinescópio.</p>
<p>Em monitores este conjunto de 4 bobinas (duas para deflexão vertical<br />
  e duas para deflexão horizontal), juntamente com o suporte das mesmas<br />
  recebe o nome de YOKE.</p>
</p>
<p align="center"><strong>CINESCÓPIOS E YOKE</strong></p>
<p>A finalidade desta parte do livro é apenas demonstrar algumas características<br />
  de um tubo de monitor ou TV. Embora os tubos de monitores possuam um dot pitch<br />
  ou pixel menor, o conceito de funcionamento é o mesmo.</p>
<p> Um tubo de imagem ou cinescópio é um tubo de raios catódicos.</p>
<p> Ele consiste em um invólucro de vidro com um canhão eletrônico<br />
  e uma superfície coberta de fósforo. Dentro deste invólucro<br />
  há vácuo.</p>
<p><img src="image/image006.jpg" width="484" height="146"></p>
<p> Na figura acima vemos um tubo monocromático</p>
<p> O filamento 1 aquece o catodo 2 que, então, liberará elétrons.<br />
  Estes elétrons serão atraídos pela grade de controle 3<br />
  e, passando por ela, se dirigirão para a camada de fósforo da<br />
  tela 7, quem se encarrega de atrair elétrons para a tela é a<br />
  alta tensão aplicada numa camada condutora, a base de carbono, que encobre<br />
  as superfícies laterais do tubo 8. O nome desta camada é aquadag.</p>
<p> A grade 4 é chamada de grade de blindagem ou aceleradora. Ela acelera<br />
  o fixe de elétrons.</p>
<p> A grade 5 é a responsável pela focalização.</p>
<p> A alta tensão aplicada ao aquadag através do 2º anodo<br />
  ou “chupeta” 6 tem seu valor entre 9 e 15 kV para tubos monocromáticos.</p>
<p> A corrente de filamento para estes tubos varia geralmente entre: 300, 450<br />
  ou 600 mA.</p>
<p> A tensão geralmente é 6,3 ou 12 V.</p>
<p> Um tubo tem uma camada condutora revestindo-a pelo lado de fora. Esta camada<br />
  deve ser ligada ao terra.</p>
<p> O aquadag mais o vidro do tubo, mais esta camada, formam um capacitor que<br />
  filtra a alta tensão.</p>
<p><img src="image/image008.jpg" width="475" height="105"></p>
<p> Se ligarmos a camada ao terra teremos o seguinte:</p>
<p><img src="image/image010.jpg" width="590" height="132"></p>
<p> A capacitância oferecida por este capacitor é de cerca de 2.000<br />
  pf ou 2nf. Este capacitor pode ficar carregado por muito tempo mesmo estando<br />
  a TV desligada.</p>
<p> Existem tubos com diferentes ângulos de deflexão: 70, 90, 110<br />
  e 114º.</p>
<p> Este ângulo é relativo a variação da posição<br />
  do feixe de elétrons.</p>
<p> Para tubos do mesmo tamanho, teremos que, quanto maior o ângulo de<br />
  deflexão menor o comprimento do tubo:</p>
<p><img src="image/image011.jpg" width="622" height="274"></p>
<p> O tamanho de um tubo é medido em polegadas e sempre na diagonal.</p>
<p> Se fizermos o seguinte tubo:</p>
<p> 22VP4</p>
<p> O nº22 define o tratamento do tubo. A letra P mais o nº4 (P4) o<br />
  tubo de fósforo (no caso, monocromático).</p>
<p> Caso depois do nº. que diz o tamanho do tubo venha à letra V<br />
  esta quer dizer que as polegadas se referem às dimensões de visada<br />
  e não a diagonal do vídeo.</p>
<p><img src="image/image013.jpg" width="599" height="214"></p>
<p> As bobinas defletoras (2H e 2V) que formam o yoke serão encaixadas<br />
  no pescoço do tubo e fixas através de uma presilha com um parafuso<br />
  ou borboleta.</p>
<p> Caso o yoke não esteja perfeitamente alinhado a imagem não<br />
  ficará alinhada.</p>
<p> Como é o yoke que deflexiona o feixe para que este crie a imagem se<br />
  ele for colocado torto ou de ponta cabeça.</p>
<p> Além da defletora também será colocada no pescoço<br />
  do tubo um conjunto de anéis que recebem o nome de imãs de centragem.<br />
  Estes anéis são mostrados em uma embalagem de plástico<br />
  e fixa por uma presilha que será apertada por um para fuso.</p>
<p> O giro deste anéis desloca a imagem de um lado para o outro e de cima<br />
  para baixo. Eles devem ser ajustados de forma ao centro da imagem ficar exatamente<br />
  no centro do tubo.</p>
<p> O ajuste de foco geralmente é feito através da ligação<br />
  ou não de um plugue em diferentes pontos de tensão (OV, 300V).</p>
<p> Um tubo contém vácuo em seu interior e deve ser manuseado com<br />
  cuidado, caso contrário ele poderá implodir espalhando cacos<br />
  de vidro para todos os lados.</p>
<p><img src="image/image014.jpg" width="402" height="210"></p>
<p> Às vezes as imãs de centragem estão fixas no próprio<br />
  corpo de yoke.</p>
<p align="center">
<p align="center"><strong>MONITORES COM O IC LM 1203</strong></p>
<p>Muitos monitores usam para processar e amplificar o sinal de vídeo<br />
  o IC LM1203. Embora este já seja um IC antigo ainda existem muito monitores<br />
  por aí usando este IC. Este IC é composto de 3 amplificadores<br />
  para vídeo e tem uma banda passante de 70 MHz. Os pinos de entrada para<br />
  os sinais que vem do micro, e irão gerar as imagens, são: 4 que<br />
  corresponde ao vermelho, 6 que corresponde ao verde e 9 que corresponde ao<br />
  azul. O nível do sinal em suas entradas geralmente é de 1 Vpp<br />
  e nas suas saídas é de 6 Vpp. Uma forma de se fazer o controle<br />
  de contraste quando se usa este IC é usando um potenciômetro entre<br />
  os pinos 13 e 12. No pino 13 teremos a tensão de Vcc que alimenta o<br />
  IC (é uma ligação interna deste IC) e ligamos nele um<br />
  lado do potenciômetro, no pino 12 ligamos o cursor do potenciômetro<br />
  (10K) e o outro lado do potenciômetro ligamos no terra. O controle de<br />
  brilho também pode ser feito através da conexão dos pinos<br />
  24, 19 e 15 no cursor de um outro potenciômetro. Um lado deste potenciômetro<br />
  deve estar ligado ao terra e o outro lado ligado através de um resistor<br />
  ao pino 13, que é o Vcc. Muitos monitores controlam o brilho atuando<br />
  diretamente sobre a polarização do tubo. Isto é conseguido<br />
  variando-se a tensão contínua na grade 1 ou grade de controle.<br />
  Nestes casos os pinos 24, 19 e 15 serão usados, independentemente, para<br />
  controlar o ganho de cada cor, através de trimpots. Os níveis<br />
  de vídeo em sua saída deverão ser amplificados por transistores<br />
  ou por um outro IC. Depois de amplificados serão aplicados aos três<br />
  catodos e devem ter um nível de 60 Vpp. O controle interno de brilho<br />
  do IC depende do pulsos que entram na entrada de clamp (pino 14). O circuito<br />
  de brilho usará como referência o período em que os pulsos<br />
  tem um nível baixo e que corresponde há uma parte do período<br />
  de apagamento horizontal.</p>
<p>O pino 11 fornece uma tensão de referência de 2,4 volts para<br />
  que os amplificadores possam funcionar corretamente. Algumas vezes ele está ligado<br />
  com os pinos 5, 8 e 10 através de resistores e com os pinos 4, 6 e 9<br />
  através de diodos, mas o mais comum é ele estar ligado através<br />
  de resistores de 10 K ohms com os pinos 4, 6 e 9 (que são as entradas)<br />
  e os pinos 5, 8 e 10 estarem ligados ao terra através de capacitores<br />
  de alguns uF.</p>
<p>Se não existir o sinal de clamp, (são pulsos e podem ser vistos<br />
  com um osciloscópio no pino 14) poderemos não ter imagem na tela.<br />
  Se uma das cores faltar na tela o problema pode ser o IC ou o componente (transistor)<br />
  ligado na saída correspondente. É comum encontrarmos soldas frias,<br />
  capacitores secos e transistores queimados nesta parte do circuito. Em alguns<br />
  monitores todos estes componentes ficam montados na placa que está conectada<br />
  com o soquete e em outro ficam na placa principal.</p>
<p>Caso não exista imagem no monitor, aumente um pouco o screen (o ajuste<br />
  de screen geralmente fica no flyback) e veja se a tela fica cinza claro e tem<br />
  exploração normal. Se tiver meça a tensão nos pinos<br />
  de alimentação do IC LM1203, se a alimentação estiver<br />
  correta (12 volts nos pinos 1, 13, 23, 28) troque o IC. Este IC é um<br />
  componente que muitas vezes apresenta problemas. Fique esperto na hora de comprar<br />
  um IC destes para substituição, pois existem lojas vendendo estes<br />
  e outros componentes para monitores usados. Não é que as peças<br />
  sejam defeituosas é que você deve saber o que está comprando.</p>
<p>Capacitores ligados aos transistores que amplificam o sinal que vem deste<br />
  IC podem apresentar problemas, caso a tela esteja um pouco escura verifique<br />
  a condição destes capacitores, principalmente os que estão<br />
  ligados com as grades de controle, grade screen e catodos. Se a imagem ficar<br />
  com detalhes com um rastro, verifique os capacitores de acoplamento (são<br />
  os capacitores pelos quais deve passar o sinal de vídeo). Se este capacitores<br />
  estiverem com a capacitância baixa teremos uma resposta em freqüência<br />
  ruim e uma má qualidade de imagem, pois os sinais de maior freqüência,<br />
  que correspondem aos detalhes, serão atenuados. Veja se a blindagem<br />
  metálica que há nesta placa está bem soldada ao terra.<br />
  Em alguns monitores só teremos uma imagem perfeita após soldarmos<br />
  as blindagens e as aterrarmos.</p>
<p>Os pinos 1, 2 e 3 do conector DB15 estão conectados com o LM 1203 através<br />
  de resistores e capacitores. O pino 1 é o responsável pela cor<br />
  vermelha, o pino 2 pela cor verde e o pino 3 pela cor azul. Com a mistura correta<br />
  destas três cores conseguimos todas as outras. Só por curiosidade:<br />
  os outros pinos do conector DB15 são: 13 e 14 controle para o vertical<br />
  e o horizontal e os outros pinos são conectados com o terra.</p>
</p>
<p align="center"><strong>SAIDA VERTICAL</strong></p>
<p> Um amplificador vertical tem características semelhantes a um amplificador<br />
  de áudio. Esta semelhança vem do fato de ambos trabalharem com<br />
  freqüências semelhantes (dentro da fixa de áudio). Apresentaremos<br />
  a seguir um amplificador antigo, mas que traz conceitos que são importantes<br />
  na hora de avaliar um defeito.</p>
<p> Um exemplo de amplificador de saída vertical é o circuito abaixo:</p>
<p><img src="image/image015.jpg" width="612" height="219"></p>
<p> O transistor T1 recebe em sua base o sinal dente-de-serra que será amplificado<br />
  e aplicado nas bobinas defletoras. Este transistor faz o acoplamento do oscilador<br />
  vertical com o transistor de saída vertical (T2). Na configuração<br />
  em que está T1 (seguidor de emissor) ele apresentará uma alta<br />
  impedância de entrada e uma baixa impedância de saída, ligando<br />
  assim, perfeitamente a saída do oscilador (que teve uma alta impedância)<br />
  com a base de T2 (baixa impedância). O sinal no emissor de T1 terá a<br />
  mesma amplitude do sinal aplicado em sua base, ou seja, o ganho de tensão<br />
  não existe, T2 recebendo o sinal em sua base conduzirá L1 é um<br />
  indutor que serve como resistor de coletor para T2.</p>
<p><img src="image/image016.jpg" width="288" height="242"></p>
<p> Não é utilizado um resistor no lugar de L1 devido a grande<br />
  dissipação de potência que existiria sobre o mesmo.</p>
<p> A variação da tensão na base de T2 causará uma<br />
  variação de tensão no coletor de T2, esta variação<br />
  passará através de C2 e será aplicada sobre as bobinas<br />
  defletoras verticais, movimentando assim o feixe de elétrons.</p>
<p> Vdr1 é varistor (componente que altera bruscamente sua resistência<br />
  quando a tensão passa um valor determinado. Ver maiores informações<br />
  no capítulo sobre amplificadores) que eliminará picos de tensão<br />
  que podem aparecer sobre L1 devido à variação de corrente<br />
  sobre o mesmo.</p>
<p> C1 “curto-circuita” ruídos que podem aparecer quando da<br />
  condução de Vdr1.</p>
<p> Tanto os picos de tensão como os ruídos podem atrapalhar ou<br />
  mesmo estragar os estágios da TV por isso é que devem ser suprimidos.<br />
  Esta supressão recebe o nome de amortecimento.</p>
<p> T2 é o transistor de saída vertical.</p>
<p> C2 faz o acoplamento com as bobinas defletoras deixando passar apenas a informação<br />
  alternada. Isto é importante por dois motivos: para que a baixa resistência<br />
  das bobinas defletoras não ponha o coletor de T2 em curto e para que<br />
  uma componente continue sobre as defletoras, criando um campo magnético<br />
  nelas, não deflexione o feixe de elétrons para uma posição<br />
  diferente da qual ele deve estar quando se iniciar o traço vertical.</p>
<p><img src="image/image017.jpg" width="626" height="511"></p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tr>
<td width="74" rowspan="2"><img src="image/image019.jpg" width="96" height="182"></td>
<td width="726" height="96" valign="middle">Com a deflexão correta a imagem aparece perfeitamente.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="middle">Com a deflexão incorreta a imagem começará de um<br />
      local errado, aparecendo assim uma faixa escura que corresponde ao tempo<br />
    do retraço vertical.</td>
</tr>
</table>
<p>É importante perceber que o que não pode acontecer é uma<br />
  deflexão errada. A presença, nas bobinas defletoras, de uma componente<br />
continua deve ser tal que a tela seja explorada corretamente.</p>
<p> Se ela for necessária, ela deve existir, se não for necessária<br />
  não deve.</p>
<p> Hoje em dia quase todos os circuitos de saída vertical são<br />
  feitos com ICs, mas o funcionamento é o mesmo ou similar. Uma característica<br />
  de saídas com ICs é que nem sempre quando eles entram em curto<br />
  aparece um risco na horizontal da tela, muitas vezes o monitor não liga,<br />
  ou se liga não mostra nada na tela, a não ser que se aumente<br />
  o screen, daí será possível ver um risco na tela, indicando<br />
  que o vertical “pifou”.</p>
</p>
<p align="center"><strong> UM EXEMPLO DE OSCILADOR E SAÍDA VERTICAL COM O TDA 1170 – UM<br />
  VELHO</strong></p>
<p> O TDA 1170 é um circuito integrado que engloba as funções<br />
  do oscilador vertical e amplificador vertical.</p>
<p><strong> Características Elétricas:</strong></p>
<p><strong> Valores Máximos</strong></p>
<p> VS – tensão de alimentação ® 27 V</p>
<p> V8 – tensão de entrada de sincronismo ® ± 12V</p>
<p> Pico repetitivo de corrente de saída:</p>
<p> F= 50 Hz – t £ 10ms ® 2,5A</p>
<p> F= 50 Hz – t &gt; 10ms ® 1,5A</p>
<p><strong> Valores DC para trabalho</strong></p>
<p> Vs – tensão de alimentação ® 10 a 27V</p>
<p> Corrente de consumo (para pico de dente-de-serra de saída = a 1A) ® 140mA</p>
<p> V4 – pico de tensão da dente-de-serra da saída (para<br />
  pico de corrente dente-de-serra igual a 1A) ® 51V.</p>
<p align="center"><strong>Circuito de Teste de AC</strong></p>
<p align="left"><img src="image/image020.jpg" width="622" height="726"></p>
<p> 1 – saída de rampa<br />
2 – entrada de alimentação<br />
3 – retorno<br />
4 – saída<br />
5 – amplificador de tensão<br />
6 – regulagem de voltagem (ajuste de freqüência)<br />
7 – ajuste<br />
de altura<br />
8 – entrada de sincronismo<br />
9 – oscilador<br />
10- entrada do amplificador<br />
11- compensação<br />
12- gerador de rampa</p>
<p> O circuito apresentado pode ser utilizado em um televisor, por exemplo. Aplicando-se<br />
  no pino 8 o pulso de sincronismo vertical (positivo ou negativo) a saída<br />
  (pino 4) apresentará uma forma de onda dente-de-serra com a mesma freqüência<br />
  dos pulsos de sincronismo.</p>
<p><img src="image/image022.jpg" width="347" height="100"></p>
<p> O tempo do retorno tfly será dado pela seguinte expressão:</p>
<p><img src="image/formula1.gif" width="95" height="39"></p>
<p> Onde: Ly = indutância de yoke<br />
          Vs = tensão de alimentação<br />
          Iy = pico de corrente no yoke</p>
<p> A corrente para alimentar o circuito será dada por:</p>
<p><img src="image/formula2.gif" width="112" height="34"></p>
<p> Ela não depende de Vs mas apenas das características do yoke.</p>
<p> É importante relembrar que o oscilador vertical gera uma freqüência<br />
  próxima a 60 Hz e que esta freqüência será “travada” em<br />
  60 Hz pelos pulsos de sincronismo vertical. Depois esta freqüência<br />
  de 60 Hz, que possui o formato de uma dente-de-serra será amplificada<br />
  pelo amplificador V e criará uma corrente pelas bobinas defletoras verticais<br />
  (parte do yoke) e, criando um campo eletromagnético, fará a deflexão<br />
ou exploração vertical na tela.</p>
<p><img src="image/image025.jpg" width="471" height="114"></p>
<p> É interessante que ao se usar o TDA 1170 se utilize um dissipador.</p>
</p>
<p align="center"><strong>Exemplo de um oscilador e saída horizontal com um antigo IC</strong></p>
<p><img src="image/image026.jpg" width="658" height="507"> </p>
<p>A saída, pino2, é um coletor aberto, sendo assim é necessário<br />
  se colocar um resistor entre o pino 2 e o +Vcc. Com a colocação<br />
  deste transistor teremos ora o transistor saturado, ora em corte criando uma<br />
  onda quadrada.</p>
<p>A máxima tensão na saída deve ser 12 V.</p>
<p><img src="image/image028.jpg" width="324" height="128"></p>
<p>Através do corte e saturação teremos uma onda quadrada,<br />
  mas se +Vcc for maior que 12v, quando o transistor cortar teremos sobre ele<br />
  uma tensão maior que a suportável pelo mesmo (12 v) e correremos<br />
  o risco de danificar o IC. Para que isto não aconteça é necessário<br />
  a utilização de um divisor de tensão resistivo ou mesmo<br />
  através de resistores e diodos.</p>
<p>Desta forma limitaremos a máxima tensão presente no pino 2 na<br />
  hora em que o transistor corta.</p>
<p>No cálculo deste divisor deve ser levado em consideração<br />
  a máxima drenada pelo pino 2, e a corrente consumida pelo estágio<br />
  seguinte.</p>
<p>Exemplo de cálculo:</p>
<p><img src="image/image030.jpg" width="471" height="150"></p>
<p>Observando o circuito perceberemos que a máxima tensão sobre<br />
  o transistor será de 1,4V, valor este definido pelos dois diodos. Devemos<br />
  agora encontrar o valor de R de forma que este não permita uma corrente<br />
  maior que a permitida pelo pino 2 e, ao mesmo tempo, forneça corrente<br />
  suficiente para o estágio, ou componente, seguinte:</p>
<p><img src="image/formula3.gif" width="41" height="34"><br />
  onde:<br />
I máximo do pino 2 é = 22 mA<br />
I do estágio seguinte = 1 mA</p>
<p><img src="image/formula4.gif" width="104" height="40"></p>
<p> [usaremos, por precaução, um valor de I2 menor que o<br />
  seu máximo.</p>
<p><img src="image/formula5.gif" width="106" height="57"></p>
<p>Valor comercial: 2K2</p>
<p>Devemos calcular também sua potência:</p>
<p><img src="image/formula6.gif" width="79" height="59"></p>
<p>Potência comercial = <img src="image/formula7.gif" width="108" height="24"></p>
<p>É interessante deixar uma margem de segurança na potência.<br />
  Por exemplo, se usar um resistor com o dobro da potência do valor encontrado.<br />
  A alteração do valor do resistor encontrado para um valor comercial<br />
  acarreta uma diferença na corrente que circula pelo mesmo. Caso se deseje<br />
  conhece-la para a verificação do funcionamento do circuito, ou<br />
  não, é necessário se repetir o processo utilizando o valor<br />
  conhecido e comercial do resistor.</p>
<p align="center">  <strong>TBA 950 &#8211; funcionamento dos blocos</strong></p>
<p><strong>Separador de sincronismo com supressor de ruído</strong></p>
<p>Separa os pulsos de sincronismo horizontal do restante do sinal de vídeo<br />
  composto. Este estágio não necessita de nenhum componente externo<br />
  para separar os pulsos de sincronismo e filtrar os ruídos.</p>
<p><strong>Integrador de Pulso de Quadro</strong></p>
<p>Obtém pulsos com o período aproximado dos quadros da integração<br />
  dos vários pulsos de sincronismo.</p>
<p><strong>Oscilador</strong></p>
<p>Tem sua freqüência determinada por um capacitor de 10nf ligado<br />
  ao pino 13. este capacitor carrega e se descarrega periodicamente através<br />
  de duas fontes de corrente. O resistor no pino 14 define o valor da corrente<br />
  de carga e, conseqüentemente, em conjunto com o capacitor, a freqüência<br />
  de oscilação.</p>
<p><strong>Comparador de Fase</strong></p>
<p>Este circuito compara a forma de onda dente-de-serra do oscilador com os pulsos<br />
  de sincronismo. Desta comparação resulta uma tensão de<br />
  controle que influenciará na freqüência do oscilador. Sendo<br />
  assim, essa freqüência será fixada pelos pulsos de sincronismo<br />
  em 15750 Hz.</p>
<p><strong>Controle de Fase</strong></p>
<p>Este circuito compara a fase do sinal gerado no oscilador com os pulsos provenientes<br />
  do flyback. Este controle é necessário devido aos atrasos que<br />
  podem ser causados pela linha que percorre o sinal (transistores, capacitores,<br />
  etc&#8230;).</p>
<p>A correta fase do sinal horizontal pode ser ajustada através do potenciômetro<br />
  de 10K que está conectado no pino 11 do TBA 950. Quando o sinal horizontal<br />
  está fora de fase a imagem pode se apresentar dividida por uma barra<br />
  vertical ou mesmo com barras verticais passando de um lado para outro.</p>
<p><img src="image/image034.jpg" width="603" height="246"></p>
<p><strong>Estágio Chaveamento</strong></p>
<p>este circuito compara o sinal proveniente do separador de sincronismo com<br />
  o sinal do controle de fase, ajudando assim na sincronização<br />
  da freqüência de saída.</p>
<p><strong>Estágio de Saída</strong></p>
<p>Fornece uma onde quadrada com a freqüência de 15750 Hz para os<br />
  estágios seguintes:</p>
<p align="center">
  <strong>Circuito Oscilador Horizontal</strong></p>
<p><img src="image/image036.jpg" width="503" height="434"></p>
<p>No circuito mostrado o IC faz a função de CAF e oscilador horizontal.<br />
  Na saída, pino2, teremos uma onda quadrada com a freqüência<br />
  igual a 15750 Hz. Este sinal será limitado em tensão e corrente<br />
  pelo resistor R9 e pelo diodos D2 e D3. Este sinal saturará e cortará o<br />
  transistor T1, fazendo com que passe ou não uma corrente através<br />
  do primário de Tr1. esta corrente variável induzirá no<br />
  secundário uma certa tensão alternada que será amplificada<br />
  e trabalhada de forma a permitir a exploração horizontal. R10<br />
  atua como limitador de corrente para T1, impedindo assim que passe através<br />
  do mesmo uma corrente superior a suportada pelo mesmo.</p>
<p>R1 e D1 fazem o acoplamento do sinal proveniente do flyback com o IC. Seu<br />
  valor deve ser calculado de forma a não permitir uma tensão no<br />
  pino 10 maior que a suportada pelo mesmo.</p>
<p>R= V fly-back –V10</p>
<p>I 10</p>
<p>D1 impede que chegue alguma informação negativa no pino 10,<br />
  protegendo-o.</p>
<p>R4 é o controle de freqüência, atuando nele podemos variar<br />
  a freqüência da saída. É importante lembrar que se<br />
  a freqüência de saída estiver muito alterada em relação<br />
  ao seu valor correto (15.750 Hz), mesmo com os pulsos de sincronismo, enviados<br />
  pela emissora, não será possível ter-se uma imagem estável,<br />
  fixa, na tela.</p>
<p>R5 atua no ajuste da fase do sinal produzido pelo IC TBA950 em relação<br />
  aos pulsos de sincronismo.</p>
<p>C6 e R8 fazem o acoplamento do sinal de vídeo composto com o pino 5<br />
  do IC, de forma que este sinal chegue a entrada do bloco separador de sincronismo<br />
  com características que permitam que seja perfeito o funcionamento do<br />
  circuito.</p>
<p>R6 dá uma queda de potencial de forma que o IC seja alimentado por<br />
  um valor correto de tensão independente da tensão de +Vcc.</p>
<p><img src="image/formula8.gif" width="91" height="83"></p>
<p>C5 atua como capacitor de filtro, eliminando assim todo ripple que pudesse<br />
  alterar o funcionamento correto do circuito.</p>
<p>C1 atua no bloco interno do IC que controla a fase.</p>
<p>C2 faz parte do bloco de chaveamento.</p>
<p>C3 é o capacitor que, juntamente com R3 e R4 formam a constante de<br />
  tempo para o bloco oscilador. São eles que permitem a freqüência<br />
  presente no pino 2 do IC.</p>
<p>C4, R2 e C atuam nos circuitos de chaveamento e comparador de fase.</p>
<p>R9 e C7 formam um filtro que aterrará as harmônicas da freqüência<br />
  de 15.750 Hz, impedindo assim que essas alterem o funcionamento correto do<br />
  circuito. Isto seda por causa da “deformação” que<br />
  elas causam no sinal de 15.750 Hz quando se juntam a ele.</p>
<p align="center"><strong>Amplificador de Saída Horizontal e Fonte de AT (Alta Tensão)</strong></p>
<p>A função destes circuitos é, a partir da freqüência<br />
  de 15.750 Hz, gerar a exploração horizontal e alimentar o 2º anodo,<br />
  ou chupeta, do cinescópio com uma alta tensão (TVs preto e branco=<br />
  9 a 15 KV e TVs a cores= 18 a 25 KV).</p>
<p>Além da saída para alta tensão podemos ter também<br />
  na fonte de AT, várias outras saídas com tensões mais<br />
  baixas que tem por finalidade de alimentar outros circuitos.</p>
<p><img src="image/image040.jpg" width="580" height="192"></p>
<p>Na ausência de AT não teremos brilho na tela, isto se dá devido<br />
  ao fato de ser esta a tensão que atrai os elétrons liberados<br />
  pelo catodo para a tela.</p>
<p><img src="image/image042.jpg" width="644" height="585"></p>
<p>No circuito apresentado os componentes Tr1, T1, R1 e C1 não terão<br />
  suas funções detalhadas devido ao fato de pertencerem os oscilador<br />
  horizontal.</p>
<p>No secundário de Tr1 teremos uma forma de onda que será transformada,<br />
  trabalhada, por R2 e L1 de tal maneira que faça com que o transistor<br />
  T2, que é o amplificador horizontal, possa funcionar perfeitamente,<br />
  gerando assim um sinal que permita a correta exploração horizontal.</p>
<p>Este transistor trabalha no corte e saturação, ou seja, durante<br />
  alguns instantes é com uma chave fechada e em outras uma chave aberta.</p>
<p>Sendo o flyback um indutor ocorrerá o seguinte:</p>
<p><img src="image/image044.jpg" width="311" height="114"></p>
<p>Quando o transistor estiver cortado, não circulará corrente<br />
  alguma por L e toda a tensão estará aplicada sobre o coletor<br />
  e o emissor de T2.</p>
<p><img src="image/image045.jpg" width="521" height="246"></p>
<p>Quando T2 saturar a corrente por ele será definida por L, não<br />
  teremos praticamente nenhuma tensão de +Vcc será aplicada sobre<br />
  L. A forma de onda, proporcionada pela corrente, no indutor será a de<br />
  uma dente-de-serra, como a que pode ser vista nos gráficos anteriores. </p>
<p>A corrente não pode crescer instantaneamente como VL, porque o indutor<br />
  produz uma tensão auto induzida que se opõe a variação<br />
  de IL. O período de subida de IL corresponde ao traço e o de<br />
  descida ao retraço. Desta forma podemos perceber que o traço</p>
<p>Corresponde ao período de condução do transistor e o<br />
  retraço ao período de corte.</p>
<p>Podemos perceber pelas figuras que a forma de onde de tensão na exploração<br />
  horizontal é quadrada (na prática “quase” quadrada)<br />
  e a forma de onda da corrente é dente-de-serra. Como é a corrente<br />
  a “responsável” pela deflexão, a mesma ocorrerá corretamente.</p>
<p>Agora vamos a uma análise mais detalhada do circuito de saída<br />
  horizontal. T2 deve ficar cortado durante um tempo maior (para melhorar a eficiência<br />
  do circuito e diminuir a potência dissipada sobre ele).</p>
<p>Desta forma as formas de onda sobre este estágio ficarão assim:</p>
<p><img src="image/image047.jpg" width="576" height="219"></p>
<p>Podemos perceber que não temos mais uma onda dente-de-serra, pois entre<br />
  um pico de corrente e outro não há nada.</p>
<p>Se isto ocorrer durante este intervalo, não haverá exploração,<br />
  ou seja, o feixe ficará parado.</p>
<p>Poderíamos atenuar isto diminuindo o período de corte de T2,<br />
  mas sabemos que isto pode prejudicar o circuito.</p>
<p>O encarregado em resolver este problema será o estágio seguinte<br />
  que chamaremos e amortecedor. Ele é formado pó C2, D1, D2, C3<br />
  e C4, o seu funcionamento será o seguinte: quando T2 conduz uma corrente<br />
  circula através da bobina do flyback e cria nesta um campo magnético.</p>
<p><img src="image/image049.jpg" width="361" height="155"></p>
<p>Quando T2 cortar e cessar a circulação de corrente em L, o campo<br />
  magnético irá diminuir, até sumir. As linhas de força,<br />
  ao diminuir, cortarão as espiras de L e induzirão nela uma tensão<br />
  contrária a anterior.</p>
<p><img src="image/image051.jpg" width="151" height="150"></p>
<p>Campo crescendo, Corrente I com um sentido T2 conduzindo (saturado).</p>
<p><img src="image/image053.jpg" width="178" height="150"></p>
<p>Campo decrescendo corrente I com outro sentido, devido à tensão<br />
  contrária.</p>
<p>Obs.: se a corrente em um sentido faz o campo crescer, a campo diminuindo<br />
  criará uma corrente em outro sentido. Esta corrente contrária<br />
  só poderá fluir através da bobina, caso ela esteja ligada<br />
  a terra como o indicado abaixo:</p>
<p><img src="image/image055.jpg" width="183" height="123"></p>
<p>Quando T2 satura, não circula corrente por D, mas quando T2 corta a<br />
  tensão contrária que aparece em L fará com que o diodo<br />
  D conduza e circulará então uma corrente por L durante o corte<br />
  de T2. Em resumo:</p>
<p>T2 conduz &#8211; corrente em L com um sentido, D não conduz.</p>
<p>T2 corta – auto indução em L (devido a indutância<br />
  e a freqüência H), D conduz, corrente em outro sentido.</p>
<p><img src="image/image056.jpg" width="626" height="438"></p>
<p>Podemos perceber que aproximadamente ¼ da tela será preenchido<br />
  pela corrente que circula por D, ou seja, o circuito amortecedor, que neste<br />
  caso é D, também é responsável pele deflexão<br />
  horizontal.</p>
<p>Mas D, além de fazer isto, tem uma outra função importante.<br />
  Na sua ausência ou alteração poderá ocorrer o seguinte:</p>
<p><img src="image/image058.jpg" width="430" height="114"></p>
<p>Ou mesmo a queima do transistor de saída horizontal, pois a tensão<br />
  presente sobre L, quando T2 corta terá a seguinte polaridade:</p>
<p><img src="image/image059.jpg" width="224" height="114"></p>
<p>Caso esta tensão seja muito grande pode ocorrer a queima de T2, pois<br />
  estaremos aplicando uma tensão reversa entre seu coletor e emissor (um<br />
  transistor NPN deve sempre ter um potencial positivo aplicado em seu coletor).</p>
<p>No circuito de saída horizontal – T2 é o transistor de<br />
  chaveamento D1 e D2 fazem a função de amortecimento, conduzindo<br />
  durante o retraço mais ¼ da imagem.</p>
<p>A presença de C3 e C4 é importante, isto porque o corte e condução<br />
  de D1 e D2 produz ruídos que poderiam atrapalhar a correta exploração<br />
  horizontal, estes capacitores, oferecendo uma baixa XC para a freqüência<br />
  destes ruídos os colocam em curto. C2 tem a função de<br />
  eliminar picos de ruídos sobre T2.</p>
<p>Alem disso, eles atenuam oscilações geradas por capacitâncias<br />
  espúrias em paralelo com os indutores (flyback) e defletoras).</p>
<p>Caso não exista C3 e C4 ou eles se alterem ocorrerá o seguinte:</p>
<p><img src="image/image061.jpg" width="288" height="146"></p>
<p>1 – condução dos diodos D1 e D2.</p>
<p>Logo após o retraço aparecerão oscilações,<br />
  ruídos que alterarão a exploração, causando barras<br />
  verticais no espaço da tela compreendido neste tempo.</p>
<p><img src="image/image063.jpg" width="274" height="210"></p>
<p>Estas linhas são brancas, pois o feixe, Devido a oscilações,<br />
  explora esta área. (mais de uma vez).</p>
<p>Os sintomas citados acima podem ser referentes a um amortecimento não<br />
  perfeito.</p>
<p>L2 junto com R3 formam um filtro na linha de alimentação para<br />
  impedir que as oscilações presentes em L passem para ela e venha<br />
  a atrapalhar outros circuitos.</p>
<p>D3 é um diodo retificador de alta tensão e após ele teremos<br />
  esta tensão retificada, o filtro para esta tensão será o<br />
  próprio tubo.</p>
<p>R4 é um resistor limitador de corrente, caso a corrente que circula<br />
  por ele passe um certo valor abrirá desconectando o circuito.</p>
<p>D6 retifica a tensão presente neste enrolamento do flyback, C5 filtra<br />
  esta tensão que é negativa e será enviada para algum estágio<br />
  da TV.</p>
<p>C12 curto circuita ruídos gerados pela condução e corte<br />
  de D6.</p>
<p>D5 retifica a tensão que é filtrada por C6.</p>
<p>C11 curto circuita os ruídos gerados pela condução e<br />
  corte de D5.</p>
<p>R5 e R6 tem a mesma função de D6 e D5.</p>
<p>C8 tem a função de C6.</p>
<p>C10 e C9 tem a função de C11 e C12.</p>
<p>L3 e C7 formam um filtro para a tensão continua retificada por D4.</p>
<p>C14 é um capacitor de acoplamento que faz com que os sinais alternados<br />
  presentes no coletor de T2 passem para as bobinas defletoras.</p>
<p>L1 e L2, a corrente nos mesmos será igual, em forma, a presente no<br />
  flyback, isto devido ao fato de ela também ser um indutor.</p>
<p>Também há um enrolamento para o CAG. Ele enviará um pulso<br />
  para o CAG.</p>
<p>A alta tensão é conseguida através de uma relação<br />
  de espiras no flyback.</p>
</p>
<p align="center"><strong>FONTES COM O 3842</strong></p>
<p>Para analisarmos um diagrama que utiliza circuitos integrados devemos conhecer<br />
  as funções dos circuitos integrados que dele fazem parte. É isto<br />
  que estaremos fazendo aqui, estudaremos o CI 3842 e depois aplicaremos estes<br />
  conhecimentos para analisarmos e consertamos os defeitos das TVs que utilizam<br />
  estes CIs.</p>
<p>O 3842 é um CI para uso específico em fontes chaveadas e bastante<br />
  difundido hoje em dia, não só em fontes de TV com de aparelhos<br />
  de fax, etc. Ele é um modulador de PWM, ou seja, ele varia a largura<br />
  de um pulso de tensão em sua saída de acordo com algumas entradas<br />
  que lhe servem de referencia para determinar a largura deste pulso. Variando<br />
  a largura deste pulso, em sua saída, ele varia o tempo de condução<br />
  do mosfet de saída e consequentemente o valor da tensão média<br />
  de saída da fonte. Todo este processo é feito tão rápido<br />
  e continuamente que a tensão se mantém com o valor correto.</p>
<p>Mas antes de mais teoria e análise vamos conhecer a pinagem deste CI:</p>
<p>Pino 1 – compensação do amplificador de erro.</p>
<p>Pino 2 – entrada inversora do amplificador de erro.</</p>
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