Este circuito movimenta o feixe de elétrons de cima para baixo na tela 60 vezes por segundo. Vai ligado nas bobinas de deflexão vertical (BDV) do Yoke. Na placa do TV identificamos facilmente o CI de saída vertical. É um CI de potência ligado no conector do yoke. No circuito vertical temos também o oscilador vertical dentro do CI faz tudo. Além disso temos os ajustes do vertical (altura e linearidade). Os TVs mais antigos (anos 80) possuem dois transistores de potência (par casado) na saída vertical. Veja abaixo o princípio de funcionamento do vertical:

Oscilador verticalProduz um sinal “dente-de-serra” de 60 Hz. Nos TVs antigos este oscilador está num CI pequeno junto com o horizontal. Nos TVs modernos, está dentro do CI faz tudo.

Saída vertical – Amplifica o sinal de 60 Hz para produzir um campo magnético na BDV. Os TVs modernos usam um CI de potência para esta finalidade.

Capacitor de acoplamento (C3 na figura) – Deixa passar o sinal de 60 Hz e bloqueia a tensão contínua (metade do +B) presente no pino de saída do CI. Este capacitor tem alto valor (1000 μF ou mais) e não é usados pelos TVs com saída vertical em ponte ou simétrica (mais adiante falaremos sobre isto).

Resistor em série com a BDV (R2 no desenho acima) – É um resistor de baixo valor (menor que 10 Ω) usado no controle de altura da imagem. Quanto maior o tamanho da tela do TV, menor será o valor deste resistor. Também podemos encontrar dois resistores ligados em paralelo para esta finalidade.

Trimpot de altura – Também chamado de “v. size” ou “v.height” vai ligado no resistor em série com a BDV para controlar a altura do quadro. Os TVS mais modernos não usam mais este trimpot, sendo esta função executada pelo controle-remoto.

ESTRUTURA BÁSICA DO CIRCUITO VERTICAL

Como podemos ver abaixo, o vertical é formado por dois CIs: o faz tudo e o de saída. Estes circuitos são alimentados por fontes de fly-back. O CI de saída é alimentado por uma fonte geralmente de 24 V e o oscilador (pino Vcc do CI faz tudo) é alimentado por 9 V estabilizados. Em alguns TVs, um dos pinos do CI de saída (pino 1 do LA7837) também é alimentado pelo +B de 9 V.

COMO ACHAR OS PRINCIPAIS COMPONENTES DO VERTICAL NA PLACA DO TV

Veja abaixo o aspecto físico dos principais componentes do vertical de dois modelos de televisores. Um visto pelo lado dos componentes e outro pelo lado das trilhas. Normalmente a seqüência dos componentes é a seguinte: Um dos pinos do yoke vai ligado num dos pino do CI de saída. O outro terminal do yoke vai no capacitor de acoplamento (um eletrolítico grande). Após este capacitor e ligado no seu pólo negativo encontramos o resistor de baixo valor que vai ao terra e controla a altura. Neste mesmo resistor vai ligado o trimpot de altura.

O TRIMPOT DE LINEARIDADE

É usado em alguns TVs e também vai ligado no resistor em série com a BDV. Tem como função devolver uma parte do sinal ao faz tudo ou ao CI de saída para corrigir o formato da dente-de-serra e assim distribuir a imagem por igual de cima para baixo. Se está desajustado a imagem aparece achatada ou esticada em pontos diferente na tela. Os TVs modernos não usam mais este ajuste. Veja abaixo:

SAÍDA VERTICAL SIMÉTRICA

Os CIs de saída vertical mais comuns nos TVs é o assimétrico. Tem os pinos de +B e o pino que vai para a BDV fica com a metade do +B. Em razão disto é necessário um capacitor eletrolítico de alto valor em série com o yoke. Já os TVs mais modernos estão usando outros tipos de saída vertical dispensando o uso do capacitor em série. Uma dela é a saída simétrica. Vai ligado em duas fontes de fly-back: uma positiva de +12 V e outra negativa de -12 V. Assim, o pino que vai para o yoke fica com 0 V e não necessita ter um capacitor de acoplamento (em série) com o yoke. Veja um exemplo abaixo:

Observe que tal CI tem poucos terminais, sendo duas entradas, pinos 1 e 7, dois +B, pinos 2 e 6, um -B, pino 4 e o pino de saída 5 tem 0 V de tensão contínua e mais o sinal de 60 Hz amplificado. Não é necessário um capacitor em série com o yoke. Você deve estar notando que este CI não usa um trimpot para controle de altura. Isto porque nos TVs modernos esta função é realizada no CI faz tudo através dos comandos digitais de “data” (SDA) e “clock” (SCL) fornecidos pelo micro e ajustados via controle remoto.

Importante – O CI de saída vertical tem o dissipador funcionando com -12 V e não deve encostar em nenhum outro dissipador do TV. Se isto ocorrer, queima a fonte de fly-back que fornece este -B e pode até queimar o saída vertical.

SAÍDA VERTICAL EM PONTE

Este tipo é usado por alguns televisores e pela maioria dos monitores de computador. O CI possui dois pinos de saída. Cada pino vai num terminal da BDV. Em série com a bobina temos o resistor de baixo valor para ajuste da altura. A grande vantagem deste circuito está na maior capacidade de fornecer corrente para o yoke. Dentro do CI há dois pares casados de transistores de potência. Cada par trabalha com metade da potência que será enviada à bobina defletora. Não há capacitor de acoplamento pelo fato dos dois pinos de saída ficarem exatamente com a mesma tensão contínua. O CI em ponte mais usado pelos TVs é o TDA8356 e nos monitores temos o TDA8351 e o TDA4866. Veja o princípio abaixo:

SAÍDA VERTICAL EM PONTE DO TV SHARP C20ST57

Veja abaixo um televisor da Sharp usando o saída vertical em ponteTDA8356.

CIS DE SAÍDA VERTICAL MAIS USADOS NOS TVS

Observe abaixo:

Abaixo temos vários defeitos relacionados com o circuito vertical dos televisores.

VERTICAL FECHADO COM SOM

  1. Veja se o TV não tem chave de serviço e se a mesma não está fora da posição;
  2. Veja se o CI de saída não está muito quente ou com um furo ou queimadura no corpo. Veja abaixo:

Meça a tensão nos pinos de +B do CI de saída V - Alguns CIs têm dois pinos de +B, outros têm três. Entre os dois pinos de +B mais altos costuma ter um diodo ligado. Veja abaixo:

Se não chegar +B no CI, teste os diodos e resistores da fonte de fly-back que alimenta o CI.

  1. Se o resistor de baixo valor ou o diodo da fonte que alimenta o CI está queimado – Devemos ver se o CI não está queimado (em curto) da seguinte forma: Em X1 meça nos dois sentidos cada pino de +B e o pino de saída com o terra. Veja abaixo:

O ponteiro deflexiona mais num sentido e menos no outro. Se o ponteiro deflexionar nos dois sentidos, o CI está em curto.

  1. Se tiver +B no CI de saída, meça a tensão no pino dele que vai para a BDV – Devemos encontrar metade do +B. Se tiver esta tensão, o CI de saída e o faz tudo estão funcionando, e o defeito será em algum capacitor comum ou eletrolítico ligado no CI de saída. Veja abaixo este teste:

Se o pino de saída não der metade do +B – Devemos testar todos os resistores, diodos, a BDV, trocar o CI de saída e os eletrolíticos ligados nele. Se estão normais, o defeito deve ser no oscilador vertical que está no CI faz tudo.

  1. Meça a tensão no pino de entrada do CI de saída V ou use o frequencímetro – Se não tiver tensão ou sinal chegando nele, o defeito está no CI faz tudo. Veja abaixo como deve ser feito:

  1. Meça o pino de +B do faz tudo para os demais circuitos (VCC) – Se não tiver tensão, teste os componentes relacionados com este +B. Veja abaixo:

  1. Se o +B do faz tudo está normal – Veja a tensão nos pinos VRAMP e VOUT. Se estiverem erradas, o faz tudo pode estar com defeito ou alguma peça ligada num destes pinos. Veja abaixo:

VERTICAL FECHADO SEM SOM

Em alguns TVs, a linha não ocupa os cantos da tela. Meça a tensão no pino de +B do CI faz tudo para os demais circuitos (VCC). Se não houver tensão, teste os componentes da fonte de fly-back que alimenta este pino (alguns TVs têm um regulador de 9 V). Experimente dessoldar este pino para ver se o +B aparece na trilha. Se aparecer, o defeito é no CI faz tudo (em curto internamente). Se houver cerca de 9 V no pino VCC, a solução será fazer a troca do CI faz tudo. Veja abaixo:

FALTA DE ALTURA

Meça os +B no CI de saída V e no CI faz tudo (VCC). A seguir teste todos os resistores que fazem parte do circuito de saída V, especialmente aquele de baixo valor em série com a BDV. Meça a tensão e teste os componentes no pino VRAMP do faz tudo. Troque os eletrolíticos da saída V e por último o CI de saída. Veja abaixo alguns destes procedimentos:

FALTA DE LINEARIDADE

Este defeito deixa a imagem esticada num setor da tela e achatada em outro setor. Ex: achatada em baixo e esticada em cima ou vice-versa. Trocaremos os eletrolíticos ligados no CI de saída vertical, provavelmente resolverá o defeito. Caso contrário testaremos os resistores e o trimpot que controla a linearidade, caso o TV o possua. Veja abaixo:

VERTICAL FECHADO PELA METADE

Este defeito pode ocorrer (mas é raro) nos CIs de saída que possuem dois pinos de entrada. Se tiver um frequencímetro, meça a freqüência nos dois pinos de entrada do CI de saída V. Se indicar cerca de 60 Hz em ambos os pinos, o defeito é no CI de saída, daí basta conferir os +B e trocá-lo. Se indicar 60 Hz em apenas um pino de entrada, teste os componentes ligados no pino que não tem os 60 Hz. Estando normais, o defeito é no faz tudo (que neste caso tem duas saídas Vout + e Vout -). Porém antes de trocar o CI faz tudo, tente entrar no modo de serviço do TV, que às vezes corrige o defeito. Para entrar neste modo é necessário dispor do manual técnico do televisor em conserto. Se não tiver frequencímetro, meça a tensão contínua nos dois pinos de entrada do CI de saída V. Devem estar próximas. Se houver tensão num pino e não no outro, teste os componentes do pino sem tensão e estando tudo bom, o defeito é no faz tudo ou modo de serviço. Veja abaixo:

VERTICAL FECHADO – LINHA ONDULADA

Este defeito é causado pela bobina defletora vertical (BDV) aberta ou o conector com mau contato. Veja abaixo:

LINHA BRANCAS NA PARTE SUPERIOR DA TELA

O primeiro procedimento é a troca dos eletrolíticos em volta do CI de saída vertical, especialmente o de 100 µF ligado no 2° pino de +B de 24 V. Este é o mais provável devido ao fato de estar perto do dissipador do CI. Também pode ser causado pelo CI de saída vertical. Veja abaixo:

São os circuitos que fornecem a tensões necessárias ao funcionamento do tubo de imagem. A maioria destes circuitos está localizada na placa do tubo. O primeiro passo é encontrar os transistores de média potência na placa do tubo. Tais transistores são chamados de saídas RGB. Em alguns TVs há um CI de potência fazendo o papel de saídas RGB. Veja abaixo o princípio da placa do tubo:

 

Saídas RGB – Amplificam os sinais vindos do CI faz tudo para produzirem imagens na tela do tubo. No caso do desenho acima, cada transistor também mistura cada sinal de cor entrando na base com o sinal de luminância (Y – imagem preto e branco) entrando no emissor. Desta forma cada transistor faz o papel de “matriz”.  Nos TVs modernos, a matriz é interna ao faz tudo. Assim os transistores já recebem os sinais RGB nas bases. Como já explicado podemos encontrar um CI de potencia no lugar dos transistores. Alguns TVs possuem dois transistores para amplificar cada cor;

Resistores de alimentação dos saídas RGB – São de metalfilme entre 10 K e 18 K (R1, R2 e R3) que levam o +B de cerca de 120 V para o coletor dos transistores. Se um deles queimar, o +B no coletor de um deles fica baixo. Como o coletor está ligado no catodo do tubo, o brilho daquela cor fica muito forte, ou seja, se queimar o resistor que alimenta o R, a tela fica toda vermelha e assim por diante;

Trimpots “bias” RGB – Três trimpots de médio valor (acima de 1K) ligado no emissor dos transistores. Alterando o valor do trimpot é possível aumentar o diminuir o brilho de uma das cores. Na prática os trimpots são ajustados para igualar o nível das três cores e obtermos uma boa imagem em preto e branco. Este ajuste chama-se escala de cinza;

Trimpots “drivers” – Dois trimpots de baixo valor (menos de 1K) usados para controlar o nível de luminância para duas das três cores. Eles são ajustados para o nível de luminância das três cores ficarem iguais e o TV ficar com uma ótima imagem em preto e branco;

 

Obs: Nos TVs modernos os ajustes de driver e bias são feitos no controle remoto, não havendo mais estes trimpots na placa do tubo.

IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS COMPONENTES DA POLARIZAÇÃO DO TUBO

Como já explicado, estes componentes ficam na placa do tubo. Assim, identificamos os transistores de saída RGB (R = vermelho, G = verde B = azul). Em algumas TVs eles ficam num dissipador e em outras, são transistores de baixa potência. Também notamos os resistores de metalfilme para alimentação dos coletores. Nos modelos mais antigos, encontraremos os três trimpots bias, também chamados de “corte” ou “cut off” e os dois trimpots drivers. Veja abaixo o exemplo de um TV que têm 6 transistores na placa do tubo, dois para cada cor, sendo um pré de baixa potência e um saída de média potência:

OS PINOS E ELETRODOS DO TUBO DE IMAGEM

  1. Os eletrodos do canhão eletrônico – Veja abaixo os elementos do canhão de um tubo de TVC:

  1. Filamento – Fio fino que aquece o catodo. Acende com 6 V vindos do fly-back ou do chopper;
  2. Catodos – Tubinhos que emitem elétrons quando aquecidos. O tubo possui três catodos, um para cada  cor (RGB). Funcionam com cerca de 120 V do coletor dos saídas RGB;
  3. Grade de controle (G1) – Controla a passagem dos elétrons. Vai ligada no terra (0 V);
  4. Grade screen (G2) – Acelera os elétrons e controla o brilho. Recebe cerca de 400 V do fly-back, sendo que há um potenciômetro para ajuste desta tensão;
  5. Grade de foco (G3) – Concentra os elétrons para tornar a imagem nítida. Recebe cerca de 7.000 V do fly-back com um potenciômetro para ajuste desta tensão;
  6. Anodo acelerador (G4) – Recebe o MAT (25 kV) do fly-back e atrai os elétrons para a tela.

 

  1. Os pinos do tubo - Atualmente vamos encontrar no mercado o tubo comum (usados na maioria pelos TVs de 20″ ou mais) e o tubo minineck (usados na maioria pelos TVs de 14″). Veja abaixo como contar os pinos e em quais elementos eles estão ligados. Lembrando que o pino do foco é o 1 e está isolado dos demais devido à sua tensão que é alta (cerca de 7000 V). Nos tubos de foco baixo (não mais usados) o pino de foco está desprotegido como os demais, porém separado destes.

 

AJUSTE DOS TRIMPOTS BIAS E DRIVERS

Os trimpots da placa do tubo devem ser ajustados retirando-se a cor do TV e procurando fazer a imagem ficar perfeitamente preto e branco. Este ajuste não será possível se o tubo estiver fraco. Veja o efeito do ajuste para cada trimpot:

AJUSTE DOS ANÉIS DE PUREZA E CONVERGÊNCIA

Atrás do yoke temos um conjunto de 6 anéis magnéticos chamado unidade multipolar. Os dois anéis mais próximo do yoke são de pureza e devem ser ajustados para não aparecerem manchas nos cantos da tela. Os quatro restantes são de convergência e devem ser ajustados para não aparecerem riscos coloridos ao lado da imagem. Para ajustar estes anéis o melhor método é usar imagens de um gerador de barras ou imagens padrão gravadas numa fita de vídeo ou num DVD. Veja abaixo a localização e o ajuste para cada anel:

Use o padrão que deixa a tela toda vermelha. Movimente o yoke para frente até a tela ficar o mais vermelha possível (com o mínimo de manchas). Prenda o yoke nesta posição. Ela não deve encostar no cone do tubo. A seguir gire os anéis de pureza até a tela ficar toda vermelha sem nenhuma mancha. Agora use o padrão quadriculado. Retire a cor do TV (colocando o controle de cor ou saturação no mínimo). Ajuste com paciência os anéis de convergência até as linhas horizontais e verticais ficarem brancas na tela toda ou na maior área possível. Lembrando que se o tubo não for exatamente igual ao original do TV (em caso de troca), o ajuste de convergência 100 % é impossível).

Os TVs novos que usam o tubo da “Phillips” não usam os anéis e o ajuste é feito pelo posicionamento do yoke.

SAÍDAS RGB NUM CI

Em alguns TVs, o circuito de saída RGB está dentro de um CI de potência localizado na placa do tubo. Ele possui três pinos de entrada que recebem os sinais do CI faz tudo na placa principal e três saída que já fornecem os sinais amplificados para os catodos do tubo. Veja abaixo um TV “CCE” que usa o CI de saída RGB:

COMPONENTES MAIS USADOS NAS SAÍDAS RGB DOS TVs

Veja abaixo alguns dos transistores mais usados na  etapa de saída RGB dos televisores:

Abaixo temos os defeito desta parte do TV.

SEM TRAMA E COM SOM NORMAL

Neste caso supomos que o TV tenha MAT:

1 – Verificar se o filamento do tubo está aceso – Se não tiver, meça a tensão no filamento. Devemos encontrar de 4 a 6 V. Veja abaixo:

SEM TRAMA E COM SOM NORMAL – CONTINUAÇÃO

2 – Chega tensão no filamento, mas ele não acende – Teste-o na escala de X1. Nos tubos comuns (padrão 20 ” ou mais), o filamento está ligado nos pinos 9 e 10. Nos tubos minineck (padrão 14″), o filamento está nos pinos 4 e 5. Se não houver tensão no filamento, teste todos os componentes e trilhas que levam esta tensão. Veja abaixo como testar o filamento do tubo:

SEM TRAMA E COM SOM NORMAL – CONTINUAÇÃO

3 – O filamento do tubo acende – Aumente o “screen” no fly-back e veja se aparece brilho na tela. Se aparecer, o defeito do TV pode ser em outra etapa. Veja abaixo:

4 – Aumentando o screen, não aparece trama de forma alguma – Meça a tensão na grade screen (G2). Ao girar o potenciômetro de screen do fly-back, a tensão deve variar entre 100 e 900 V. Se não houver tensão na G2, o defeito pode ser o fly-back, o capacitor ligado nesta grade em curto ou o resistor de polarização desta grade aberto (se houver). Se o TV tiver MAT, filamento acende e chega tensão normal na G2 e não há trama, a solução será a troca do tubo. Veja abaixo como medimos a tensão na G2:

 

FALTA DE UMA DAS CORES VERMELHO, VERDE OU AZUL

Este defeito deixa o TV com a tela ciano, roxa ou amarela.

1 – Meça o +B no coletor dos saídas RGB – Devemos encontrar mais ou menos a mesma tensão nos três e em torno de 120 V ou 130 V;

2 – O +B nos saídas RGB estão normais – Teste o resistor que vai do transistor ao tubo. Se está normal, o defeito deve ser no tubo fraco. Para testar o tubo a quente, aterre cuidadosamente cada catodo (pinos 6,8 e 11 – comum ou 3,7 e 9 – minineck). Se aparecerem as três cores bem fortes na tela, o tubo está bom. Se não aparecer alguma cor ou for muito fraca, o tubo está fraco;

3 – O +B no coletor de um dos saídas RGB está muito alto – Teste ou troque o transistor e verifique os componentes ligados no emissor dele (resistor, trimpot ou capacitor);

4 – Os componentes ligados no transistor estão normais – Meça as tensões no conector que traz os sinais RGB até a placa do tubo. Devem ser iguais. Elas variam entre 2 e 7 V, dependendo do modelo do TV. Veja abaixo como fazer esta medida:

5 – Uma das tensões no conector dos sinais RGB está diferente – Devemos testar o fio do conector, os componentes ligados no pino do CI faz tudo onde sai um dos sinais RGB e estando tudo normal, trocar o faz tudo.


EXCESSO DE BRILHO

Este defeito pode deixar o TV com a tela toda branca, com ou sem linhas de retraço. A tela não apaga quando giramos o screen para o mínimo. Às vezes ainda dá para ver alguma imagem ainda que muito brilhante. Devemos medir o +B de 180 V que alimenta a placa do tubo, conforme visto abaixo:

Se não há os 180 V, testaremos todos os componentes desta linha de +B que sai do fly-back.

 

EXCESSO DE BRILHO EM UMA DAS CORES AZUL, VERMELHO OU VERDE

A tela pode ficar toda vermelha, verde ou azul, com ou sem linhas de retraço.

1 – Medir o +B no coletor dos saídas RGB – Devem ter mais ou menos a mesma tensão no coletor. Veja como se faz abaixo:

2 – Se um deles está com tensão baixa no coletor – Teste o resistor de metalfilme de alimentação;

3 – O resistor está bom – Teste a frio o transistor ou troque-o de posição com outro;

4 – O transistor está normal – Desligue o resistor que vai do coletor do transistor ao tubo. Se o +B do coletor do transistor normalizar, o defeito é o tubo ou o soquete em curto internamente;

5 – Veja se a tensão na base dos três saídas RGB está por igual – Se uma delas está diferente, o defeito está na placa principal do TV, possivelmente o CI faz tudo.

 

TELA MANCHADA

As manchas principalmente nos cantos da tela podem ter duas causas: A máscara de sombras interna do tubo está magnetizada (imã perto da TV) ou deslocada. No primeiro caso podemos usar uma bobina desmagnetizadora manual para corrigir o problema. No segundo caso a única solução é a troca do tubo. A máscara pode deslocar quando o TV leva uma queda e não quebra o tubo. Veja abaixo como proceder para saber se as manchas são devido à magnetização ou deslocamento da máscara:

MÁSCARA DE SOMBRAS

É uma chapa de ferro perfurada colocada dentro do tubo entre o canhão eletrônico e a tela. Tem como função fazer cada feixe eletrônico atingir apenas seus fósforos na tela, evitando a contaminação das cores (manchas coloridas). Veja abaixo o aspecto deste componente:

Observe como o TV tem uma bobina para desmagnetizar a máscara do tubo sempre que o TV é ligado.

RABO DE COMETA

Este defeito é causado pelo tubo fraco ou com ionização interna. A única solução é a sua troca.

 

Imagens referentes aos defeitos citados acima:

Estes circuitos estão localizados entre o seletor de canais e o tubo. Tem como função processar os sinais responsáveis pela imagem, cor e som. Nos TVs antigos (anos 80) tais circuitos encontravam-se dentro de 3 ou 4 CIs. Já nos TVs modernos estão todos dentro do CI faz tudo. Veja abaixo o princípio básico dos circuitos de imagem usando o faz tudo:

Seletor de canais – Ou varicap, tem o aspecto de uma caixinha blindada. Recebe o sinal das emissoras na antena, seleciona um canal e transforma em sinais de freqüência intermediária (FI) de cerca de 44 MHz. Na realidade do seletor saem três sinais de FI: vídeo (45,75 MHz), cor (42,17 MHz) e som (41,25 MHz);

1° FI – Amplifica o sinal do seletor para o filtro SAW;

SAW – É um filtro de 5 terminais, podendo ser redondo metálico ou retangular de epóxi. Deixa passar os sinais de FI e bloqueia as interferências vindas do seletor;

FI – Esta etapa está no faz tudo e amplifica os sinais de FI do seletor;

Detetor de vídeo – Recebe o sinal de FI e extrai dele: o sinal de luminância (Y) entre 0 e cerca de 2 ou 3 MHz, sinal de croma de 3,58 MHz e o novo sinal de som de 4,5 MHz. Lembrando que luminância (Y) é o nome dado ao sinal correspondente à imagem em preto e branco, ao brilho e ao contraste da mesma.

Trap e filtro de som – São normalmente dois filtros de cerâmica para separar o som do resto do sinal. O trap de som é um filtro cerâmico ligado em paralelo com uma bobina. Fica no caminho do vídeo para aterrar o sinal de som, evitando que este vá para o tubo e interfira na imagem. O filtro de som é um filtro cerâmico sem bobina na entrada do circuito de som. Separa o sinal de 4,5 MHz para os circuitos de som do TV;

Distribuidor de vídeo - Recebe os sinais de luminância e croma e o distribui para os respectivos circuitos. Este transistor não é usado por todos os TVs, porém o é pela maioria. Após o distribuidor, o sinal Y deve ser separado do sinal de cor. A separação pode ser feita fora do faz tudo através de bobinas e capacitores (traps ou filtros) ou então dentro do faz tudo como ocorre nos TVs modernos;

Circuito de luminância (Y) – Amplifica o sinal Y e o envia para a matriz com as cores. No circuito Y encontraremos a DL (linha de atraso) que impede a chegada deste sinal à matriz antes das cores. A DL de luminância pode ser externa ou interna ao faz tudo. Se for externa é uma bobina de três terminais com o meio no terra e encapsulada com cerâmica;

Circuito de cor – Têm basicamente quatro funções: 1° Amplificar os sinais de cor (vermelho R-Y e azul B-Y) enviados pela emissora, 2° Separar estes dois sinais de cor, 3° Demodular os sinais de cor (fazendo-os voltar para suas freqüências originais) e 4° Obter o sinal do verde G-Y. Embora o circuito de cor pareça um tanto complexo, ele está quase todo dentro do faz tudo. Do circuito de cor saem três sinais: R-Y (vermelho), G-Y (verde) e B-Y (azul);

Matriz – Mistura cada cor com a luminância, resultando novamente nos sinais RGB que serão amplificados pelos saídas e aplicados nos catodos do tubo para produzirem imagem colorida. A matriz pode ser feita dentro do faz tudo (TVs modernos) ou nos próprios saídas RGB (TVs antigos). Neste caso, a luminância entra nos emissores e as cores nas bases dos transistores.

PRINCÍPIO BÁSICO DOS SINAIS DE IMAGEM E COR

Esta parte é apenas a título de curiosidade, não interferindo na hora do conserto de um TV, mas ajuda a compreender os circuitos de imagem do televisor. No TV a cores, a imagem é formada a partir de três cores primárias: vermelho – R, verde – G e azul – B. Lá na emissora a câmera (na transmissão ao vivo) ou outro equipamento (VCR ou DVD na transmissão gravada) fornece os três sinais RGB que são as cores junto com a informação de brilho e contraste. A partir daí os sinais são processados até se tornarem: luminância (Y) e cores (U e V) separadas para serem então transmitidas. Veja o princípio básico a seguir:

O sinal de luminância – Também chamado de sinal Y, corresponde à imagem preto e branco com as informações de brilho e contraste. É obtido pela mistura das partes dos sinais RGB (30% R, 59% G e 11% B) Este sinal também fornece a imagem para os TVs preto e branco.

Sinais de croma – Devido à limitação na largura do canal de televisão, apenas dois sinais de cor podem ser transmitidos. A escolha ficou para os sinais do vermelho e do azul, porém estes sinais são transmitidos de tal forma que misturando uma parte de cada podemos obter o sinal do verde. Isto será feito dentro do CI faz tudo do televisor.

Obtenção dos sinais de cor – Consiste na mistura do sinais R e B com o sinal Y invertido, obtendo assim as duas cores sem a luminância: R-Y e B-Y. Estes sinais também podem ser chamados de diferença de cor.

Modulação e correção – Os sinais R-Y e B-Y têm freqüência baixa (0 a 1 MHz) e para serem transmitidos sem interferirem no sinal Y, devem ser modulados. A modulação é feita com um sinal de cerca de 3,58 MHz. O azul é modulado (misturado) com um sinal de 3,58 MHz em fase e o vermelho com outro sinal de 3,58 MHz defasado em 90°. Portanto os dois sinais são transmitidos em 3,58 MHz e defasados entre si em 90°. Esta defasagem é muito importante e dela depende as cores corretas da cena a ser transmitida. Após a modulação os sinais de cor são um pouco reduzidos para não ultrapassarem o tamanho do sinal Y. Assim o sinal R-Y corrigido pode ser chamado de V (vermelho) e o B-Y corrigido pode ser chamado de U (azul).

Sistema NTSC - Significa “National Television System Committee” ou Comitê para o Sistema Nacional de Televisão. Foi o primeiro sistema de transmissão de sinais a cores. Desenvolvido por uma equipe de engenheiros nos Estados Unidos na metade da década de 50, ainda é o sistema usado lá e em vários outros países como Japão, México, Canadá, etc. Neste tipo os sinais de cor são modulados por um sinal de 3,579545 MHz. O azul em fase e o vermelho defasado em 90°. Porém durante a transmissão devido à interferências e outros fatores o vermelho, que é mais instável, pode sofrer alteração de fase e passar por exemplo para 100° em relação ao azul. Com isso, todas as cores ficam alteradas na tela. Esta deficiência do sistema NTSC é corrigida por um controle chamado Tint, que atua no CI faz tudo e faz o vermelho voltar para 90° em relação ao azul automaticamente.

O televisor NTSC – Como já explicado, os sinais do vermelho e azul são transmitidos juntos em 3,58 MHz. O televisor deve separar e demodular estes sinais aplicando outro sinal de 3,58 MHz gerado por um oscilador interno ao faz tudo controlado por um cristal de quartzo. No TV NTSC, os sinais vão juntos ao demodulador interno ao CI. O oscilador a cristal gera dois sinais de 3,579545MHz defasados em 90° e os envia ao demodulador. Assim os sinais R-Y e B-Y voltam para suas freqüências originais (0 a 1 MHz) e já saem separados do demodulador. Daí basta passá-los por uma matriz para recuperar o verde (G-Y).

Sistema PAL - Significa “Phase Alternate Line”  ou Linha de Fase Alternada, foi desenvolvido na Alemanha pela Telefunken nos anos 60. É o sistema usado pelo Brasil, América Latina e a maioria dos países europeus. Basicamente é um NTSC melhorado. Os sinais são modulados por uma portadora de 3,575611 MHz (padrão M). O azul (U) é modulado em fase (0°) e o vermelho (V) numa linha de imagem é modulado em 90° e na linha seguinte em -90°. Ou seja o vermelho é transmitido numa linha correto e na outra invertido. O TV desinverterá as linhas dentro do faz tudo. Daí vem o nome do sistema. Ele corrige a deficiência do NTSC visualmente, já que o olho não consegue perceber a diferença de cores entre duas linhas consecutivas de imagem. Exemplo: Na linha 1 o vermelho vai a 90° e chega no TV a 100° (cores diferentes). Na linha 2 o vermelho vai a -90° e chega no TV com a mesma alteração (-90+10) = -80°(cores diferentes da linha 1). Daí o TV desinverte o sinal e fica 80°. Assim temos no TV: linha 1 vermelho em 100° e na linha 2 vermelho em 80°. Daí enxergaremos na tela a média das cores das duas linhas: 100+80 = 180/2 = 90 ° que é a fase do sinal transmitido e em consequência a cor correta que devemos enxergar.

O televisor PAL – Devido às inversões de fase do vermelho (V e -V), os sinais são separados antes dos demoduladores de croma. O componente responsável pela separação entre o azul e o vermelho é uma linha de atraso de vidro (DL de croma). Os sinais entram na DL na linha 1 e demoram 63 microssegundos (padrão M). Tempo suficiente para virem os sinais da linha 2 que também entram na DL e vão para saída ao mesmo tempo. Assim os sinais da linha 2 são misturados com os da linha 1 e desta forma separarem o azul do vermelho. Após a DL, os sinais separados vão para os demoduladores serem misturados com o sinal do oscilador a cristal de 3,575611 MHz. Nos TVs modernos, o faz tudo faz uma pré separação entre os sinais e outro CI chamado DL de croma se encarrega de melhorar a separação entre o azul e o vermelho. Portanto não encontraremos mais a DL de vidro.

PAL M e PAL N – No PAL M a imagem é formada por 525 linhas,  os sinais de croma são de 3,575611 MHz, a freqüência do horizontal é de 15.750 Hz e a freqüência do vertical é 60 Hz. No sistema PAL N, usado pela maioria dos países da América do Sul, a imagem é formada por 625 linhas, os sinais de croma são de 3,582056 MHz, a freqüência do horizontal é de 15.625 Hz e a freqüência do vertical é 50 Hz.

Sistema SECAM – Significa “Systeme Electronique Couleur Avec Memoire” ou Sistema Eletrônico de Cores Seqüenciais com Memória, foi desenvolvido na França nos anos 60, sendo adotado neste país e em outros tais como Rússia, Grécia e pela maioria dos países do leste europeu. Neste os sinais azul e vermelho são transmitidos sequencialmente, numa linha só o azul, na outra só o vermelho. Os sinais são armazenados numa memória no televisor e processados. A imagem é formada por 625 linhas. A freqüência do horizontal é 15.625 Hz e a do vertical é 50 Hz. Não falaremos deste sistema porque aqui no Brasil dificilmente encontraremos televisores SECAM para conserto.

CIRCUITO DE IMAGEM COM CI FAZ TUDO MAIS ANTIGO

Nos primeiros CIs faz tudo, os sinais de luminância (Y) e croma eram separados externamente. Usavam a DL de luminância externa (bobina encapsulada de cerâmica) e DL de croma era um bloco de vidro dentro de uma caixinha azul, verde, preta ou bege. Deste CI saem 4 sinais para a placa do tubo: Y, R-Y, G-Y e B-Y. Veja abaixo o exemplo de um circuito de imagem usando o CI LA7680:

Observe como normalmente estes TVs usam o seletor varicap comum, conforme veremos em outro tópico.

CIRCUITO DE IMAGEM COM CI FAZ TUDO MODERNO

Nos TVs atuais, o CI faz tudo separa internamente os sinais Y e C e a DL de luminância está dentro dele. Ele também separa os sinais vermelho (R-Y) e azul (B-Y) internamente e em alguns casos precisa do auxílio de um CI fazendo o papel de uma DL de croma, normalmente um TDA4661, 4662 ou 4665, para separar corretamente os sinais. Os faz tudo mais modernos não usam mais o CI externo para ajudar a separar o azul do vermelho. Veja abaixo o exemplo de um CI TDA8361 processando a imagem e a cor:

Observe como este CI faz o chaveamento do TV/AV. O sinal da TV entra no 13, o da entrada AV no 15 e a tensão no pino 16 controla a chave interna. Quando está em 0 V, chaveia o sinal da TV e quando está em 8 V, chaveia o sinal da entrada AV. Observe também como estes TVs normalmente usam o seletor do tipo PLL que será abordado num outro tópico.

IDENTIFICAÇÃO DOS COMPONENTES DOS CIRCUITOS DE IMAGEM NA PLACA

Aqui vamos dividir em duas categorias: A dos TVs mais antigo e a dos TVs mais modernos:

LOCALIZAÇÃO DOS COMPONENTES DO CIRCUITO DE IMAGEM – PARTE 1

Aqui falaremos dos TVs mais antigos. O primeiro passo é localizar o faz tudo, o maior CI da placa. Ao lado do CI encontraremos o cristal de 3,58 MHz (pode ser mais de um se o TV trabalha em outros sistemas). Também veremos os filtros cerâmicos trap e filtro de som e perto deles localizamos o transistor distribuidor de vídeo. Também encontraremos as duas linhas de atraso: A DL de luminância tem o corpo deformado de cerâmica e a DL de croma dentro de uma caixinha fina plástica. Também perto do CI estará o filtro SAW metálico. Veja abaixo uma idéia de como achar os componentes num TV antigo:

Neste exemplo podemos notar três cristais (PAL – M, PAL – N e NTSC) e duas DLs de croma (PAL – M e PAL – N). Ela não é usada no sistema NTSC.

 

LOCALIZAÇÃO DOS COMPONENTES DO CIRCUITO DE IMAGEM – PARTE 2

Nos TVs mais modernos é mais fácil de localizar os componentes. O filtro SAW normalmente é retangular. Não encontraremos mais a DL de luminância (interna ao faz tudo) e a DL de croma é um CI menor ao lado do faz tudo. Normalmente é usado o CI TDA4662. Os TVs mais modernos não usam mais este CI separado, estando a DL de croma também no faz tudo. Veja abaixo o exemplo de um TV usando circuitos de imagem e cor mais moderno:

SELETOR VARICAP CONVENCIONAL

O seletor de canais do TV recebe este nome por usar um diodo especial chamado varicap para a sintonia dos canais. Todo diodo funciona como um capacitor quando polarizado  inversamente. Porém os diodos comuns variam a capacitância de maneira aleatória quando a tensão inversa varia. Já os diodos varicap variam sua capacitância de maneira uniforme, como visto abaixo:

Assim o seletor usa deste diodo em paralelo com bobinas para sintonizar os canais. Alterando a tensão nos diodos varicap, trocamos de canal. Externamente os diodos varicaps estão ligados no pino VT (tensão de sintonia). O TV deve variar a tensão no pino VT entre 0 e 30 V para sintonizar toda a faixa dos canais. Veja abaixo o exemplo de um varicap convencional e abaixo explicaremos a função dos pinos:

São chamados de convencionais, porque foram os primeiros tipos de seletor varicap usados nos televisores:

VT – Pino da tensão de sintonia. Deve variar a tensão entre 0 e 30 V para sintonizar todos os canais;

BL ou VL – Deve receber 9 ou 12 V para o TV sintonizar os canais baixos (2 ao 6);

BH ou VH – Deve receber 9 ou 12 V para o TV sintonizar os canais altos (7 ao 13);

BU ou VU – Deve receber 9 ou 12 V para o TV sintonizar os canais de UHF (14 ao 83);

Os pinos BL, BH e BU são chamados de chaveadores de bandas. Eles ligam e desligam boinas internas ao varicap para sintonizar uma determinada banda (ou faixa) de canais.

BM – É o pino de +B do varicap. Recebe 9 ou 12 V para alimentar os transistores internos;

AGC – Ou CAG (controle automático de ganho) recebe de 3 a 7 V para ajustar o ganho do seletor de acordo com o nível do sinal vindo da antena;

IF – Ou FI é o pino por onde sai os sinais de FI de vídeo, croma e som;

AFT – Sintonia fina automática, ajusta o correto ponto da sintonia para um determinado canal. Nem todos os varicaps usam este pino.

CIRCUITO DE SINTONIA

É circuito encarregado de fornecer as tensões para o correto funcionamento do varicap. Veja abaixo o exemplo de um tipo de circuito e alguns de seus componentes destacados:

Os televisores dos anos 80 trocavam de canal através de teclas e ajustavam a sintonia fina através de potenciômetros multivoltas. Tal conjunto de teclas e potenciômetros recebe o nome de unidade de memória. Já nos TVs modernos, o micro substitui todo este conjunto. Assim possibilitou-se trocar de canais usando o controle remoto (CR). Ao apertar a tecla de canal no painel ou no CR, o micro controla um ou dois transistores que recebem uma tensão estabilizada de um zener de 33 V. Desta forma os transistores fazem a tensão no pino VT do varicap chegar ao valor apropriado para sintonizar o canal desejado. Ao mesmo tempo o micro controla um CI menor que irá chavear uma tensão de 9 ou 12 V para o pino correspondente à banda do canal escolhido.

Conforme explicado, para o circuito de sintonia sintonizar todos os canais e nas posições certas é necessária uma tensão de 33 V estabilizada por um zener. O zener de 33 V pode ser comum ou ter o corpo parecido com o de um transistor, porém apenas com dois terminais na placa. Tal diodo vem com a indicação de “IC” na placa do TV e no corpo vem indicado u574. A alimentação deste zener pode vir da mesma fonte de 100 V que alimenta o saída H ou da fonte de fly-back de 180 V.

 

SELETOR VARICAP MODERNO (PLL)

Este tipo tem um CI micro dentro. Ele recebe pulsos digitais de dados (data ou SDA), clock (SCL) e habilitação (enable ou EN) do CI micro do televisor. Ao apertar a tecla de canais no painel ou CR, o micro manda uma seqüência de pulsos SDA, SCL e  EN para o varicap. O CI micro interno do varicap interpreta estes pulsos como o canal e a banda que queremos sintonizar. A partir daí ele fornece o comando para o CI PLL dentro do varicap que fornecerá as tensões corretas de sintonia e chaveamento da banda. Para cada canal a ser sintonizado, o micro do TV fornece uma seqüência diferente de pulsos SDA e SCL para o micro do varicap. Veja abaixo o circuito de sintonia simples usado neste tipo de varicap:

BT – Pino da sintonia. Funciona com 33 V fixos vindos do zener de 33 V;

BM – Pino do +B de 9 ou 12 V. Alguns varicaps PLL não têm este pino;

BP – Pino do +B de 5 V

SDA – Pino que recebe o comando de dados digitais do micro. A tensão contínua deste pino é 5 V;

SCL – Pino que recebe o sinal de clock para sincronismo do micro. A tensão deste pino é 5 V;

EN – Enable, pino que recebe um comando para habilitar as portas do micro interno do varicap. Os varicaps mais modernos não tem mais este pino. Tal comando é enviado junto com o sinal de dados.

Como visto o circuito de sintonia deste tipo de varicap é bem simples. Todas as tensões são fixas. Para testar estes circuitos basta medir as tensões de 33, 9, 5 e a tensão do AGC entre 3 e 7 V. Os comandos SDA e SCL só podem ser medidos com um osciloscópio, já que formam ondas quadradas de dezenas de kHz de freqüência.

O FILTRO SAW

Conforme já explicado é um filtro ligado na saída do seletor. Serve para deixar passar os sinais de FI em torno dos 44 MHz e eliminar as interferências produzidas pelo seletor. Possui 5 terminais, sendo uma entrada, duas saídas e dois terminais no terra. Pode ser redondo metálico ou retangular de epóxi para economia de espaço na placa. Veja abaixo os tipos de SAW citados:

OBS – SAW significa “Superficial Acustic Wave” – Onda acústica superficial. O sinais entram no filtro e viram sons de alta freqüência. Apenas os sons que coincidem com as freqüências de ressonância do filtro viram sinais novamente e saem do filtro. Os demais sons vão para o terra.

BOBINA DETETORA DE VÍDEO

É uma bobina ajustável ligada em dois pinos do faz tudo. Está ajustada em 45,75 MHz (FI de vídeo). Ela é a responsável pelo funcionamento do detetor interno ao CI. O detetor recebe o sinal de FI e o demodula, obtendo o sinal de luminância, cor e som. Se esta bobina estiver desajustada, o detetor não consegue eliminar todo o sinal de FI e aparecem chuviscos na imgem. Também pode ocorrer da imagem ficar com chuvisco ao sintonizar o canal e o chuvisco desaparecer em seguida. Não tente ajustar esta bobina sem instrumentos adequados (osciloscópio ou frequencímetro). Porém estas bobinas são universais, ou seja a de um TV serve na maioria dos outros TVs, não importando o tamanho da carcaça. Veja abaixo:

FILTROS DE CERÂMICA

Este componente está sendo usado nos rádios e TVs para substituir bobinas. Tem uma freqüência de trabalho. No caso dos filtros usados em TV, é 4,5 MHz. Assim apenas os sinais de 4,5 MHz passam e os demais vão para o terra. Os filtros cerâmicos de 4,5 MHz usados nas TVs servem para separar o sinal de som dos demais. Assim temos o “trap de som” (filtro cerâmico em paralelo com uma bobina) no caminho do sinal de vídeo para mandar o som para o terra e o filtro de som para separar este sinal para os circuitos de som do TV. Veja abaixo os dois filtros cerâmicos de 4,5 dos TVs:

LINHA DE ATRASO DE LUMINÂNCIA

Também chamada de DLY é uma bobina com o terminal central ligado ao terra. Serve para atrasar o sinal Y em torno de 70 ns (nanossegundo ou um segundo dividido por um bilhão). Assim este sinal chega ao tubo junto com a croma. Veja abaixo o aspecto e o símbolo deste componentes. Nos TVs modernos, ela está dentro do faz tudo.

LINHA DE ATRASO DE CROMA ANTIGA

É formada por um bloco fino de vidro especial que atrasa o sinal em 63 µs. Daí este sinal pode ser misturado com o da próxima linha e cancelar uma das cores em cada saída. Veja abaixo o princípio de funcionamento e o aspecto físico deste componente:

Veja como numa das saídas cancela-se o vermelho e fica apenas o azul. Na outra saída ocorre o contrário. Porém a DL de croma só funciona corretamente quando dois componentes estão ajustados: o trimpot que controla o nível do sinal direto e a bobina que ajusta a defasagem do sinal que será invertido numa das pontas para permitir uma perfeita separação das cores. Se um destes componentes estiver desajustado, a DL não funciona, não separa as cores e aparece na tela umas barrinhas nas cores chamadas de efeito veneziana. Mais adiante mostrarei como é o efeito veneziana. Este efeito também ocorre quando A DL está quebrada. Alguns TVs têm duas DLs de croma, uma para o PAL M e outra para o PAL N. O chaveamento delas é feito automaticamente através de diodos ou de um CI.

 

LINHA DE ATRASO DE CROMA MODERNA

Conforme já explicado, alguns CIs como o TDA8361 ou o TDA8374 já separam internamente o azul do vermelho. Porém como a separação não é perfeita, ele usam um CI menor para separar definitivamente as cores. Tal CI, normalmente um TDA4662, recebe o nome de DL de croma. Possui internamente duas memórias que armazenam o sinal da linha anterior, misturando com o da linha presente, da mesma forma que a DL de vidro. Pode-se dizer que há duas DLs dentro do CI, uma para separar só o vermelho e a outra o azul. Veja abaixo o exemplo de um CI DL de croma:

Os faz tudo mais modernos, tais como o TDA8841 e o TDA9570 não usam mais a DL de croma externa nem de vidro, nem o CI.

 

CRISTAIS DE 3,58 MHz

Como explicado, o circuito de croma usa o um sinal de 3,58 MHz produzido por um oscilador a cristal para demodular as cores. Sendo assim encontraremos pelo menos um cristal de 3,575611 MHz ligado no faz tudo. Esta é a freqüência da cor no sistema PAL M. O cristal da croma é parecido com um pequeno cadeado. Atualmente é comum os TVs funcionarem em vários sistemas. Se o TV funciona em PAL M e NTSC encontraremos dois cristais. Se o TV funciona em três sistemas (PAL M, PAL N e NTSC) encontraremos três cristais. O chaveamento destes cristais no televisor pode ser feito através de diodos, transistores ou dentro do próprio faz tudo. Veja abaixo:

ENTRADAS AUXILIARES DE ÁUDIO E VÍDEO

Hoje todos os televisores possuem duas ou mais entradas RCA de áudio e vídeo  (AV) auxiliares. Nestas entradas localizadas atrás ou na frente, podemos conectar ao TV outros equipamentos, tais como videogame, DVD, VCR, filmadora, etc. O sinal de vídeo destas entradas podem ser chaveados dentro do faz tudo ou num CI separado, normalmente um 4052, 4053 ou 4066. Veja abaixo como são e onde normalmente estão ligadas estas entradas:

CONTROLES DOS CIRCUITOS DE IMAGEM

São basicamente três controles principais acessíveis ao usuário: brilho, contraste e cor. Eles fazem a tensão variar em três pinos do faz tudo. Antigamente estes controles eram potenciômetros, hoje são comandos do micro acessados através de um menu na tela. Veja abaixo os controles antigos e modernos:

Brilho – Ou “bright”, atua num pino do circuito de luminância para ajustar o nível de luz na tela do tubo;

Contraste – Controla o tamanho do sinal de vídeo e a diferença entre as partes pretas e brancas da imagem

Cor – Ou saturação, atua no circuito de croma para deixar as cores mais fortes ou fracas.

Alguns TVs têm um trimpot de sub brilho interno. Os aparelhos mais modernos fazem os controles de brilho, contraste e cor através de dados seriais (data – SDA e clock – SCL) enviados pelo CI micro ao faz tudo.

CONTROLE AUTOMÁTICO DE GANHO (CAG)

Também chamado de AGC, está dentro do faz tudo. Recebe parte do sinal de vídeo do detetor e o transforma em tensão contínua para controlar o ganho da FI e do seletor. Se o sinal chegar forte na antena, o CAG diminui o ganho do TV para a imagem não ficar entortando e perdendo o sincronismo. Se o sinal chegar fraco, o CAG aumenta o ganho do TV para a imagem não ficar com chuvisco. Há um trimpot que controla a tensão do CAG a ser aplicada ao seletor. Veja abaixo o princípio básico do CAG:

CIRCUITO DE SINCRONISMO

Tem como função separar os pulsos de sincronismo horizontal e vertical do sinal de vídeo. Este circuito está inteiramente dentro do faz tudo. Os pulsos de sincronismo vertical de 60 Hz vão direto para o oscilador vertical impedindo que a imagem role para cima ou para baixo. Os pulsos horizontais de 15.750 Hz vão para o CAF (controle automático de fase). Este circuito compara o sincronismo com o sinal gerado pelo oscilador interno e dividido até 15.750 Hz. Se houver defasagem entre os dois, o CAF gera uma tensão que aumenta ou diminui a freqüência do oscilador momentaneamente até os dois sinais ficarem em fase novamente. Isto impede que a imagem role horizontalmente ou fique com uma barra preta no meio. No CAF há um trimpot que permite ajustar a correta centralização da imagem no sentido horizontal. Veja abaixo o circuito de sincronismo e CAF assim como os defeitos mais comuns.

FORMA DOS SINAIS DE IMAGEM

Veja abaixo como são os sinais de luminância, croma e sincronismo retirados do transistor distribuidor de vídeo. Observe como há um sinal chamado “burst”. Este sinal é formado por 8 a 10 pulsos de 3,58 MHz enviado junto com o sinal de croma. Serve para sincronizar as cores na imagem e para o televisor saber que a transmissão foi feita a cores. Veja também os sinais RGB obtidos nas saídas do faz tudo. Porem estes sinais só podem ser visualizados num osciloscópio de pelo 10 MHz e com um gerador de barras ligado na antena do TV.

 

COMPONENTES MAIS USADOS NOS CIRCUITOS DE IMAGEM

Não apresentamos os tipos de CI faz tudo porque isto já foi feito quando estudamos o horizontal. Veja abaixo os demais componentes encontrados nestas etapas do TV:

Veja abaixo os defeitos mais comuns que ocorrem nos circuitos de imagem e cor do TV.

COM TRAMA E SEM IMAGEM

O TV pode ou não ter linhas de retraço. Também pode ficar com ou sem som.

1 – Testar o transistor distribuidor de vídeo como visto abaixo:

2 – Medir a polarização do transistor citado. Se o distribuidor for NPN, a tensão do coletor deve ser a mais alta. Se for PNP é a tensão do emissor a mais alta. Observe:

3 – Injete sinal usando a escala de X1, com a ponta vermelha no terra, para testar o distribuidor e os componentes associados. Veja o procedimento abaixo:

4 – Meça a tensão nos pinos onde entram os controles de contraste, brilho e cor do faz tudo. Atue sobre o controle no menu – Se a tensão no pino correspondente variar, o controle está funcionando bem. Caso contrário, o controle não está atuando e devemos testar a variação da tensão na saída do micro até chegar no pino correspondente no faz tudo. Observe abaixo:

5 – Meça a tensão no pino que faz o chaveamento TV/AV do faz tudo, caso este chaveamento não seja feito por um CI separado – Deve dar uma tensão para o modo TV e outra para o modo AV. Se a tensão não variar ao apertar a tecla AV no painel ou no CR, devemos testar esta tensão desde o micro até o faz tudo. Observe o procedimento abaixo:

6 – Injete sinal no pino de entrada do sinal de vídeo no faz tudo – Deve aparecer uma interferência bem forte na tela para comprovar que a etapa de vídeo interna ao CI está funcionando. Veja abaixo:

7 – Se em todos os testes indicados até aqui está tudo normal, devemos fazer a troca do CI faz tudo.

OBS – Também podemos fazer a pesquisa de defeito nos circuitos de imagem usando um osciloscópio, porém devemos ligar um gerador de barras na antena da TV e a pesquisa de sinal será do distribuidor de vídeo para frente até os pinos de saídas RGB do faz tudo.

 

SEM IMAGEM MAS TEM COR

Este defeito é mais comum ocorrer nos TVs antigos, nos quais a separação entre a luminância e a cor era feita fora do CI. Então se pegarmos um TV com este defeito, devemos injetar sinal e testar os componentes por onde passa exclusivamente o sinal de luminância (Y). Veja abaixo:

Se este defeito ocorrer em TVs modernos (raridade), devemos trocar o faz tudo.

 

IMAGEM PRETO E BRANCO

Nos televisores modernos (anos 90 para cá), quando a imagem preto e branco está normal e não aparecem as cores, o principal suspeito é o CI faz tudo, já que os circuitos de croma estão dentro dele. Porém antes de optar pela troca do CI, podemos realizar alguns testes fora dele, como indicado abaixo:

1 – Meça a tensão nos pinos de +B (1 e 9) do CI LA de croma – Devemos encontrar 5 V. Observe:

2 – Podemos testar o CI LA de croma injetando sinal – Com a ponta preta, injete um sinal (em X1) nos pinos de saída R-Y e B-Y do CI LA de croma. Se aparecer interferência de cor na tela, o CI faz tudo está bom. A seguir injetamos sinal nos pinos de entrada R-Y e B-Y do LA de croma. Se aparecer interferência de cor na tela, o LA está bom. Caso não apareça, ele está com defeito. Veja abaixo como devemos proceder:

3 – Se o TV tiver chaveamento nos cristais fora do CI (transistores ou diodos) – Meça as tensões nestes componentes. Troque o cristal PAL M e por último o CI faz tudo. Veja o teste do chaveamento dos cristais abaixo:

Obs – Ao trocar o cristal de 3,58 MHz, observe que há um capacitor cerâmico em série com ele para fazer o ajuste fino de freqüência. Se trocar o cristal por de outro fabricante, talvez seja necessário modificar o valor do tal capacitor para que a cor apareça. Os valores para este capacitor variam de 12 pF a 47 nF.

 

FALTA UMA DAS CORES

Observe como no caso deste defeito, apenas o colorido da imagem fica alterado, pela falta de azul ou de vermelho. Quando atuamos no controle de cor, a imagem fica preto e branco perfeitamente, descartando a hipótese do defeito estar na placa do tubo. Teste os componentes que estão entre a DL de croma e o faz tudo. Também pode ser defeito neste último CI. Nos TVs mais novos pode ser falta de um dos +B ou defeito no CI que faz o papel de DL de croma. Veja abaixo:

FALTA UMA DAS CORES

Observe como no caso deste defeito, apenas o colorido da imagem fica alterado, pela falta de azul ou de vermelho. Quando atuamos no controle de cor, a imagem fica preto e branco perfeitamente, descartando a hipótese do defeito estar na placa do tubo. Teste os componentes que estão entre a DL de croma e o faz tudo. Também pode ser defeito neste último CI. Nos TVs mais novos pode ser falta de um dos +B ou defeito no CI que faz o papel de DL de croma. Veja abaixo:

 

EFEITO VENEZIANA

Este defeito é causado pela linha de atraso de croma ou algum componente relacionado a ela. Também pode ser falha no chaveamento dos sistemas PAL/NTSC. Veja abaixo:

 

CHUVISCO – NÃO SINTONIZA OS CANAIS

Antes de optar pela troca do varicap, devemos realizar os testes abaixo:

1- Meça as tensões nos pinos de +B do Varicap – Devemos encontrar entre 9 e 12 V. Este pino também pode vir com o nome de BM. Veja abaixo:

2 – Se o TV usa varicap comum, meça as tensões nos pinos VT, BL, BH e BU – O pino VT deve variar de 0 a 30 V. Se não houver tensão neste pino ou ela não variar, teste o zener de 33 V e todos os componentes que tem a ver com a tensão de sintonia, incluindo o micro. Os pinos do chaveamento de bandas BL, BH e BU devem receber tensão de 9 ou 12 V correspondente à banda de canais que queremos sintonizar. Se não há tensão nestes pinos, tente trocar o CI chaveador de bandas (LA7910). Se não resolver, o defeito é o micro que não está fornecendo o comando para o chaveamento de bandas. Não se esqueça de medir a tensão no pino do AGC. Deve dar entre 3 e 7 V. Veja abaixo estes procedimento:

3 – Se o TV usa o varicap PLL (moderno), confira as tensões nos pinos BT (33 V), BM (9 ou 12 V) e BP (5 V). Veja abaixo como medir as tensões nestes dois tipos de varicap:

 

IMAGEM COM MUITO CHUVISCO

Antes de mais nada certifique-se que a antena está boa e o local é favorável à recepção dos canais. Isto posto, o principal suspeito é o varicap, porém antes da troca do mesmo, verifique se o 1º transistor de FI está bom e corretamente polarizado e se a bobina detetora de vídeo está em boas condições. Você pode colocar a de outra TV para testar, já que elas trabalham na mesma freqüência (45,75 MHz). Observe abaixo:

Começa no filtro de som, um filtro cerâmico de 4,5 MHz, e vai até o alto-falante (ou falantes). Nos TVs mono, o circuito de som é simples, formado pelo CI faz tudo e pelo CI de saída de som. Já nos TVs estéreo, principalmente nos de tela grande, o circuito de som é mais complexo, como veremos a seguir:

TELEVISORES MONO

São aqueles que reproduzem os dois sinais de áudio (L = esquerdo e R = direito) juntos no mesmo alto-falante ou em dois alto-falantes. O fato do TV ter dois falantes não significa que o mesmo é estéreo. Para ser estéreo, cada falante deve estar ligado numa saída de áudio diferente ou em pinos diferentes do CI de saída de áudio. Veja abaixo o princípio do TV mono:

O controle de volume pode atuar no CI de saída ou no faz tudo. Nos TVs modernos, este controle é feito através dos comandos digitais data (SDA) e clock (SCL).

TELEVISORES ESTÉREOS

São aqueles que podem reproduzir os sinais de áudio L e R separadamente, dando maior noção de realismo ao som. Porém para o TV reproduzir som estéreo, a emissora deve transmitir estéreo. Tais TVs possuem pelo menos dois falantes, cada um para reproduzir um dos sinais. Os TVs estéreos também podem reproduzir um outro sinal de áudio transmitido por algumas emissoras em determinados programas: o SAP. SAP é segundo programa de áudio e corresponde ao som original de um filme, documentário, esporte, etc. Porém este sinal é mono e sairá igual nos dois falantes. Veja abaixo o princípio do televisor estéreo:

Como vemos, o televisor estéreo possui um CI chamado decodificador estéreo. Tal CI recebe na entrada som mono, estéreo e o SAP (estes sinais conjugados recebem o nome de MTS = som de televisão multicanal). Daí ele separa os canais, deixando sair apenas o sinal L num pino e o R em outro. Também tem a opção de deixar sair o SAP em cada pino, dependendo da função escolhida no CR do TV. O decodificador possui muitos capacitores eletrolíticos ligados nos seus pinos.

Após o decodificador, os sinais passam pelo CI que chaveia as entradas auxiliares e vão ao pré. Este CI amplifica os sinais, faz os controles de graves, agudos, etc e os envia ao CI de saída de áudio. A saída de áudio pode ser com um CI só ou dois CIs de potência separados.

CIRCUITO MUTE

Tem a função de cortar o som do TV quando a emissora sai do ar e aparecem os chuviscos na tela ou quando o TV está fora de canal. Também podemos cortar o som atuando numa tecla do painel ou do CR. O circuito é baseado em transistores comuns ou SMDs, com o visto a seguir:

Quando o TV entra no modo mute, o micro polariza alguns transistores, um para cortar a tensão num pino do CI de áudio e outros para aterrar os sinais nas entradas do CI citado. Este é apenas um modelo, porém existem outros mas todos baseados na ação de transistores.

O procedimento vale quando o TV está sem som, porém com imagem normal ou quando está com som muito baixo. Para consertar o som, devemos injetar sinal usando o multitester em X1 ou uma chave de fenda fina segurando-a pela haste. Veja abaixo o procedimento para o TV estéreo (mais complexo) e acompanhe a explicação:

1 – Testar os falantes a frio pelo conector;

2 – Injetar sinal nos pinos de entrada do CI de áudio – Deve sair um forte zumbido nos falantes. Se não sair, meça os pinos de +B, teste o circuito MUTE e estando em boas condições, troque o CI de saída de áudio, tomando o cuidado de colocar outro com o código exatamente igual (ex: TDA7056B deve ser trocado por outro 7056B e não pelo 7056A ou 7056);

3 – Injetar sinal nas entradas do CI pré amplificador – Para testar este CI. Se não sair som, meça o +B e troque o CI citado;

4 – Injete sinal nas saídas e entradas do CI chaveador AV – O som ouvido nos falantes deve ser o mesmo nas saídas e entradas. Se o som sai nos pinos de saída e não nos de entrada, troque o CI indicado;

5 – Injete um sinal nas saídas e entrada do decodificador estéreo – O som a ser ouvido no pino de entrada deverá ser muito mais alto que o ouvido nos pinos de saída. Se não sai som no pino de entrada ou sai muito baixo, o CI decodificador está ruim, sem +B ou defeito em algum eletrolítico ligado nos seus pinos;

6 – Injete um sinal no pino de saída de áudio do faz tudo – O som a ser ouvido deve ser igual ao ouvido na entrada do decodificador. Se não sai som, testaremos os componentes que estão entre o faz tudo e o decodificador. Se no pino de saída de som do faz tudo sair um som alto e mesmo assim, o TV está sem som, daí o defeito é no faz tudo (CI, filtro de som ou bobina detetora).

 

OBS: Se o TV está com som baixo e chiado quando está num canal, porém fora de canal, o som fica mais alto, daí tentaremos calibrar a bobina detetora de som, possivelmente resolverá o problema.


Também chamado de microprocessador ou micro, é o CI usado para controlar o televisor. Encontramos facilmente na placa como um CI grande perto do teclado. Ao lado dele podemos encontrar componentes tais como: o cristal de clock, metálico ou de plástico, o receptor do CR metálico ou em epóxi, o CI EEPROM usado para armazenar os comandos do televisor, a bobina ou trimpot do oscilador de OSD (menu na tela), vários resistores e pequenos capacitores. Em alguns TVs também encontraremos um pequeno CI de três pinos ligado no pino RESET do micro. Veja um exemplo de micro de um TV Philco abaixo:

MICRO DOS TVs MAIS ANTIGOS

Os primeiros micros usados no TV serviam apenas para ligar e desligar. Posteriormente estes CIs foram evoluindo e passaram a incorporar inúmeros comandos tais como liga/desliga, brilho, contraste, cor, sin- tonia e memorização dos canais e nos dias atuais o micro já está dentro de um único CI junto com o faz tudo. Atualmente os micros podem ser classificados em paralelos (convencionais) e seriais. Os micros convencionais têm um pino para cada controle do TV, deste pino sai uma tensão variável para controlar o brilho, por exemplo. Em outro pino sai a tensão para o controle de contraste e assim por diante. Veja abaixo o princípio de um micro paralelo (convencional) com seus pinos principais:

Pinos principais do micro:

1 – Pino de +B – Pode ser chamado de Vcc ou Vdd. Recebe 5 V;

2 – Entradas – Pinos do receptor de CR e do teclado. Cada tecla pode estar ligada de um pino para o outro do CI, de um pino do CI ao terra ou todas as teclas ligadas no mesmo pino através de resistores que são curto-circuitados pelas teclas e fazem a tensão variar naquele pino do micro;

3 – Saídas – Pinos para controles de brilho, contraste, cor, volume, TV/AV, sintonia, chaveamento de bandas, mute, e mais alguns outros dependendo das funções daquele televisor;

4 – Reset – Inicialização do micro. Quando ligamos a TV, este pino passa rapidamente de 0 a 5 V ou de 5 V a 0. Neste pino há um capacitor eletrolítico, um transistor ou um CI de três pinos. Se houver algum defeito relacionado com este pino, o micro não inicializa e o TV não liga;

5 – Pino do clock – Vai ligado no cristal que gera um sinal de 2 a 12 MHz, o qual será usado pelo CI para controle das funções. Se não houver clock, o micro não funciona;

6 – Oscilador de OSD – Significa “On Screen Display” ou menu na tela, estes pinos possuem uma bobina ou um trimpot e dois capacitores cerâmicos. Produzem um sinal usado pelo micro para  gerar os caracteres a serem introduzidos na tela, indicando o número do canal, nível de volume, etc. Alterando o valor da bobina ou trimpot, modificamos a largura das letras que aparecem na tela;

7 – Saídas de OSD – Nos TVs mais antigos os sinais de OSD saem do micro e vão direto para a placa do tubo. Desta forma os caracteres aparecem sobre a imagem. Nos TVs modernos, as saídas de OSD saem do micro e entram no faz tudo. Porém neste caso é necessário um pulso chamado “blanking” ou blk(apagamento). Este pulso desliga o sinais RGB de imagem e liga o sinais RGB do OSD dentro do faz tudo quando o feixe eletrônico chega no ponto onde devem aparecerem os caracteres na tela. Literalmente ele apaga a imagem e põe o OSD no lugar.

8 – Sincronismo do OSD – São pulsos vindos do circuito horizontal e vertical do TV para posicionar os caracteres no lugar correto na tela. Sem estes pulsos, os caracteres não aparecem na tela.

MICRO DOS TVs MODERNOS

O micro paralelo tem uma desvantagem: o grande número de pinos para controlar as funções. Para resolver este inconveniente a “Phillips” lançou o micro serial. Neste tipo, apenas dois pinos são usados para controlar todas (ou quase todas) as funções: o pino de dados SDA e o do relógio SCL (clock). Veja este tipo de CI abaixo:

Ao apertarmos alguma função no teclado ou no CR, o micro manda uma determinada seqüência de pulsos pelas vias SDA e SCL. Esta seqüência é decodificada e uma tensão é gerada para controle da função escolhida pelo usuário, tudo dentro do faz tudo. Há alguns CIs faz tudo como o TDA8374 que não funcionam se não receberem constantemente os pulsos seriais do micro. Para cada comando selecionado, o micro gera uma seqüência diferente de pulsos SDA e SCL para o faz tudo. Estas duas vias também vão para o varicap selecionar os canais e fazer o chaveamento das bandas. Estes pulsos seriasi só podem ser visualizados com um osciloscópio.

CONSERTOS NA REGIÃO DO MICRO

Esta parte do TV não dá defeito constantemente e quando ocorre é quase sempre no próprio micro, porém aí vai o procedimento para este setor do TV:

- O TV não liga

Este procedimento já foi explicado na parte de conserto na fonte e horizontal, porém vamos repetí-la dando mais alguns detalhes:

1 – Meça o pino de +B do micro - Devemos encontrar 5 V. Se não tiver, verifique esta linha de +B. Pode ser o próprio micro matando esta tensão;

2 – Veja se a tensão no pino “power” varia ao apertarmos a tecla liga/desliga – Se a tensão variar de 0 a 5 V, o micro está funcionando. Porém se não variar, provavelmente o micro está queimado, mas se quiser, antes da troca, verifique os componentes no pino RESET e se tiver um multímetro que mede freqüência, teste o cristal de clock, como indicado abaixo:

3 – Se for um micro serial, tente desligar os componentes que recebem os sinais SDA e SCL (varicap, CI chaveador AV, decodificador estéreo, etc), mas mantenha os do faz tudo ligados – Se o TV ligar, o defeito não é no micro e sim numa outra etapa. Se o TV não ligar, daí o defeito pode ser no micro ou no faz tudo. Neste ponto seria útil poder contar com um osciloscópio para ver se o micro está gerando o SDA e SCL. Se não possuir o osciloscópio, daí terá que trocar por tentativa: (1° o faz tudo que é um CI mais ou menos universal e mais fácil de se conseguir, 2° o micro).

4 – Veja se não há alguma tecla em curto por sujeira – Uma tecla em curto trava o micro.

5 – Tente trocar a EEPROM.

– Não aparece o OSD na tela

1 – Teste os componentes do pinos oscilador e sincronismo do OSD;

2 – Se estão normais, o defeito é no micro.

– Controle remoto funciona, mas teclas do painel não

1 – Teste o teclado e os componentes associados;

2 – Se estão boas, o defeito é no micro. Não se esqueça que as teclas do painel “canal +” e “canal -” precisam que os canais sejam memorizados pela EEPROM para funcionarem.

– Controle remoto não funciona – teclas sim

1 – Certifique-se que o transmissor esteja funcionando (veja no setor da página que fala sobre CR);

2 – Troque o receptor de CR e verifique as trilhas dele;

3 – Se tudo acima está normal, o defeito é no micro (raridade).

– TV não memoriza os canais ou os controles

1 – Alguns TVs da Phillips e Gradiente usam uma bateria ligada no micro – Veja se esta bateria não está descarregada;

2 – Troque a memória EEPROM e refaça a programação do TV – Em alguns casos, a EEPROM está dentro do micro, sendo necessário a troca deste CI.

OBS: Os TVs modernos tem dois modos de ajustes: o do usuário que vêm no manual de instruções do TV e o do técnico ou de fábrica que vêm no manual técnico do TV e não é acessível ao usuário. Os ajustes técnicos são acessados através de senha assim como os valores dos ajustes a serem gravados na EEPROM. Neste tipo de TV, e são todas as modernas, ao trocar a EEPROM, devemos refazer os ajustes técnicos com o respectivo manual do TV adquirido em casas de esquemas elétricos.

Têm a função de desligar o TV ou reduzir o brilho em caso de defeito em alguma outra etapa. Abaixo apresentarei alguns exemplos de circuitos de proteção, lembrando que a maioria dos circuitos encontrados nos televisores serão alguma variação de alguns destes:

PROTEÇÃO PARA AUMENTO DA TENSÃO DA FONTE

Basicamente se os +B ficarem altos, o circuito deve desarmar a fonte.

1 – Com zener de 120 V – Há um diodo zener de 120 V (normalmente o RU2M) ligado do +B para o terra. Em condições normais, o zener fica desligado e não interfere no valor do +B. Quando o +B ultrapassa os 120 V, o diodo entra em curto e mata o +B. Veja abaixo:

2 – Com SCR – Entre o +B e o terra temos um SCR (diodo controlado). Quando o +B fica alto, um diodo zener conduz e polariza o gate do SCR. Assim ele conduz e derruba o +B, como visto abaixo:

Roteiro para conserto – Desligue o componente da proteção (zener de 120 V ou SCR). Desligue também o pino do fly-back que recebe o +B de 100 V. Rapidamente meça o valor do +B da fonte. Se o +B está normal, o defeito está no circuito de proteção (zener em curto, SCR ou algum componente ligado nele com defeito). Se o +B está alto, o defeito estará mesmo na fonte (CI STR com defeito, fotoacoplador, CI regulador SE115 ou algum componente ligado neles com defeito).

 

PROTEÇÃO PARA CURTO NO HORIZONTAL

Desliga o TV quando o transistor de saída H, fly-back, alguma fonte de fly-back ou até o yoke está em curto:

1 – Com SCR – Quando o transistor de saída está em curto, o +B de 100 V aparece no emissor do mesmo (que não está direto no terra). Esta tensão aciona o zener que polariza o SCR para este derrubar o +B. Veja abaixo:

Quando o fly-back está em curto, aumenta muito a corrente pelo saída H. Isto faz aparecer uma tensão considerável no resistor de emissor. Esta tensão é suficiente para polarizar o zener que ativa o SCR e mata o +B. O mesmo ocorre quando algum componente ligado no fly-back entra em curto.

2 – Proteção no CI faz tudo – Alguns CIs possuem um circuito interno chamado proteção de raio x ou x ray. Em condições normais, este pino fica em 0 V. Quando algum componente do horizontal está em curto, vai uma tensão para este pino. Daí o circuito x ray desliga o oscilador H e o TV não gera mais o MAT. Veja abaixo:

Roteiro para conserto – Desligue o circuito de proteção (zener que vai ao pino x ray ou o SCR). Se o TV funcionar normalmente, o defeito é no circuito de proteção. Se o TV não funcionar, algum componente do horizontal está em curto. Quando é o fly-back, ele esquenta muito e às vezes chega a estourar. Quando é o yoke ou alguma fonte de fly-back, o saída H esquenta bastante.

PROTEÇÃO DO AUMENTO DE MAT OU BRILHO

Desliga o TV quando a alta tensão ou o brilho da trama fica excessivo:

1 – No CI faz tudo – Quando o MAT ou o brilho ficam altos, uma fonte de fly-back aciona o pino x ray do faz tudo e desta forma o circuito H desliga, como visto abaixo:

2 – No micro – O CI micro tem um pino chamado “Prot“. Quando o MAT ou brilho ficam altos, uma fonte de fly-back aciona este pino e o micro desliga o TV. Também quando o vertical fecha, sai uma tensão de um dos pinos do CI de saída V que aciona o pino prot e o micro desliga o TV para não aparecer a linha brilhante no meio da tela. Observe abaixo:

Roteiro para conserto – No caso do faz tudo, desligamos o zener do pino x ray e no caso do micro fazemos o TV ligar independente do micro (curto circuitando o transistor que leva +B ao faz tudo, etc). Se o TV funcionar, o defeito é no circuito de proteção que está ativando indevidamente. Se o TV ficar com brilho excessivo, Veja o +B de 180 V, tensão da G2 alta, +B no coletor de algum saída RGB baixo, etc). Se o TV ficar com excesso de MAT ou com um pouco de falta de largura, troque o capacitor de largura (1600 V). Alguns TVs possuem um eletrolítico ligado no fly-back chamado “booster”. Troque-o também, Veja se o +B da fonte não está alto ou se o fly-back não está furado.

LIMITADOR DE BRILHO AUTOMÁTICO (ABL)

É um circuito que começa no enrolamento de MAT do fly-back e vai até o pino do faz tudo que faz o controle de brilho e contraste. Tem a função de impedir que o brilho e o contraste da imagem ultrapassem um limite para não desgastar o tubo rapidamente. Veja abaixo o circuito:

Em condições normais, a tensão no pino ABL é alta e não interfere no pino de controle de contraste do faz tudo. Quando o brilho ou o contraste tendem a aumentar, a tensão no pino do ABL do fly-back diminui e também a tensão no pino do controle de contraste no faz tudo. Daí o televisor ajusta o contraste para que ele não ultrapasse um certo limite.

Roteiro para conserto – Defeito neste circuito afeta o contraste da imagem. O TV fica com pouco contraste na imagem. Devemos testar a frio os componentes deste circuito, incluindo diodos e resistores. Alguns TVs possuem transistor no circuito do ABL. Também devemos testá-los.

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